Na ‘ressaca’ do regresso aos triunfos na jornada anterior, frente ao Rio Ave (2-1), o técnico admitiu que “a cara de quem ganha não é igual à de quem perde”, mas assegurou que, mesmo após os empates frente a Tondela (0-0) e Portimonense (2-2), houve sempre “empenho e energia positiva para ganhar o jogo seguinte”.

A conquista dos três pontos, jogo após jogo, foi, de resto, a ‘chave’ apontada pelo técnico para fazer a diferença no que resta de um campeonato atípico, onde a ausência de adeptos nas bancadas, devido à pandemia de covid-19, continua a ser determinante.

“Sentimos a falta dos nossos adeptos, isso é notório. [Temos] Receções fantásticas onde estamos, nos hotéis, à entrada do estádio, mas aquele calor dos adeptos e o apoio que nos fazem sentir ao longo da época é algo que não sentimos. Ouvimos a voz de toda a gente e faltam-nos aqueles para apoiar e empurrar esta equipa para a reta final”, lamentou Bruno Lage.

Sublinhando que, nesse aspeto, “todos estão a passar por algo que nunca passaram”, o técnico admitiu que a falta de apoio pode ser uma das causas do percurso irregular de Benfica e FC Porto no regresso à competição, candidatos ao título que conquistaram apenas cinco e quatro pontos, respetivamente, em nove possíveis, mas garantiu concentração total no trabalho da sua equipa.

“O que é nosso é perceber o que não fizemos de bom nos jogos, o que fizemos de bom e vencer o jogo seguinte. Como referi após o Rio Ave, é isso que mais me preocupa e é nisso em que me foco: no jogo seguinte. Nada me distrai”, relembrou o treinador.

A conferência de imprensa de lançamento da partida de terça-feira, frente ao Santa Clara, acabou por ser bastante focada em individualidades e, nesse sentido, Bruno Lage confirmou que Jardel ainda não está apto para defrontar os açorianos e reiterou a confiança em Nuno Tavares, que rendeu o lesionado Grimaldo no triunfo em Vila do Conde.

“[Fiquei] Muito satisfeito com o Nuno [Tavares], não apenas no jogo, mas ao longo da época. Sente que é uma solução válida. O Grimaldo tem feito uma grande época, muito à sua imagem e, não estando disponível, o Nuno [Tavares] sabia que ia jogar e nós sabíamos que ele iria corresponder”, assegurou o técnico ‘encarnado’.

Lage regozijou-se ainda por “ter sempre alguém no banco disponível para entrar e resolver os problemas”, lembrando que, à imagem do que aconteceu no último jogo, em que Seferovic saiu do banco de suplentes para empatar a partida e iniciar a reviravolta, há seis meses “foi Vinícius a entrar e resolver”, como no encontro da primeira volta com o Santa Clara.

Já a subida de rendimento de Julian Weigl frente aos vila-condenses foi vista como parte de “um processo de adaptação normal”, num encontro em que Dyego Souza “fez tudo” o que o treinador lhe pediu.

Sobre o Santa Clara, Bruno Lage considerou que é um adversário que tem feito um percurso “muito competente”, que vai criar “outro tipo de problemas e oportunidades para explorar”, ciente de que a sua equipa terá de estar “ao melhor nível emocional para conseguir os três pontos”.

O Benfica recebe o Santa Clara na terça-feira, às 19:15, em partida da 28.ª jornada da I Liga, num Estádio da Luz ‘despido’ de adeptos devido às medidas de prevenção da pandemia de covid-19.

As ‘águias’ lideram o campeonato com os mesmos 64 pontos que o FC Porto, que recebe o Boavista no mesmo dia, às 21:15, mas o critério de desempate que irá vigorar após a conclusão de todas as jornadas da competição dá vantagem aos ‘dragões’ pelo confronto direto (vitórias na Luz, por 2-0, e no Dragão, por 3-2).

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