A primeira fase, concluída desde 2017 e que serve um universo de 700 atletas, distribuídos pelos diferentes escalões de formação de futebol, “custou 11 milhões de euros”, afirmou o líder ‘arsenalista’.

A segunda fase custará 22,5 ME: 17 ME que contemplam a construção do pavilhão multiusos e outras valências, mais 5,5 ME do Estádio Centenário, onde jogará a equipa B, e que ainda está em processo de licenciamento na Câmara Municipal de Braga.

Ou seja, no total, o custo da cidade desportiva do Sporting de Braga atingirá 33,5 ME.

A reconversão do esqueleto em betão armado da inacabada piscina olímpica, contíguo ao Estádio Municipal de Braga, vai permitir ao clube albergar um pavilhão multiusos, com capacidade para 1.030 espetadores, um museu, uma área residencial com 50 quartos (total de 130 camas), uma loja do clube, uma área administrativa, escritórios da SAD, áreas socais e de lazer, um refeitório, um restaurante, um ginásio, um parque de estacionamento para 250 lugares, entre outras valências.

“Este é um projeto emblemático e de regeneração urbana de uma estrutura que é um cancro numa zona tão importante da cidade e que vai permitir que toda esta zona se regenere de forma completa e integrada”, afirmou o arquiteto responsável pelo projeto, Pedro Guimarães.

Segundo o arquiteto, é “um grande desafio para a arquitetura conseguir transformar uma piscina, que tem as especificidades de uma piscina, num pavilhão multiusos, uma área residencial, escritórios e outras zonas desportivas”.

A segunda fase da cidade desportiva será composta por cinco grandes blocos: uma área administrativa voltada para a Avenida do Estádio, o pavilhão multiusos, a área de apoio às equipas A e B do futebol profissional no topo sul, uma área residencial e social nos três pisos superiores e, no piso – 1, um museu e um parque de estacionamento.

No prolongamento do edifício, foi previsto um campo relvado adicional para treino intensivo e aquecimento, servindo como complemento ao ginásio.

António Salvador tem a intenção de ter toda a segunda fase terminada até ao fim de 2021.

“É um projeto e uma obra que vai orgulhar os nossos sócios e será uma referência para a cidade e para o país”, assegurou.

O presidente da autarquia, Ricardo Rio, frisou a contribuição da câmara municipal (doação de terrenos para a primeira fase e concessão por 75 anos na segunda) “para que, ao fim de 100 anos, o Sporting de Braga tenha o seu primeiro património físico próprio”.

“Este era um projeto [da piscina olímpica, iniciado no executivo de Mesquita Machado, do PS] que representa um dos maiores esbanjamentos de dinheiros públicos de que há memória em Braga. Um projeto megalómano, que se previa que ia custar 25 milhões de euros e, já depois de investidos quase nove milhões, foi completamente votado ao abandono. Só o Sporting de Braga se disponibilizou para assumir este encargo e é o clube que assume em pleno, ao cêntimo, toda a despesa de investimento na cidade desportiva”, garantiu o social-democrata.

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