Na quarta decisão entre as duas equipas na Supertaça, em Reggio Emillia, o avançado luso comprovou o instinto goleador que lhe é característico, inaugurando o marcador aos 64 minutos, ao aproveitar uma bola ‘perdida’ dentro da área napolitana, após um canto marcado por Bernardeschi.

O avançado luso anotou o 20.º golo em 20 jogos, acentuando o estatuto de melhor marcador da ‘Juve’ esta época.

Contudo, o Nápoles, que contou o lateral português Mário Rui no ‘onze’, teve uma flagrante situação para empatar o jogo, aos 79 minutos, só que o ‘capitão’, Lorenzo Insigne falhou uma grande penalidade.

Depois de ter evitado o golo de Hirving Lozano no primeiro tempo, o guarda-redes da Juventus, Szczesny, voltou a vencer o duelo com o mexicano em tempo de compensação e impediu que o jogo fosse para prolongamento.

Na sequência, a Juventus confirmou o triunfo no derradeiro lance da partida, com Juan Cuadrado a conduzir um contra-ataque e a assistir o espanhol Álvaro Morata, que fixou o resultado, aos 90+4 minutos.

Depois de ter perdido o troféu para a Lazio na temporada passada (3-1), a Juventus ergueu a Supertaça pela nona vez na sua história, juntando-a às conquistas de 1995, 1997, 2002, 2003, 2012, 2013, 2015 e 2018.

Este foi o primeiro troféu conquistado por Andrea Pirlo enquanto treinador.

Cristiano Ronaldo ganhou 20.ª de 27 finais a um jogo — com golo 16

Em Reggio Emília, à porta fechada, Ronaldo, que faturou ‘à boca da baliza’, após um canto, ajudou a ‘vingar’ a derrota face aos napolitanos na final da Taça de Itália de 2019/20, então na ‘lotaria’ (2-4, após 0-0).

Pela formação de Turim, o português já contava mais duas finais, a primeira em 2018/19, época de estreia: em 16 de janeiro de 2019, marcou o golo da vitória face ao AC Milan (1-0), na supertaça de Itália, na Arábia Saudita.

Na época passada, Cristiano Ronaldo também não tinha sido feliz na Supertaça de Itália, ao perder com a Lazio por 3-1, depois de 12 finais consecutivas a sair vencedor.

A anterior derrota em finais datava de 17 de maio de 2013, dia em que o ‘seu’ Real Madrid perdeu, em pleno Santiago Bernabéu, a final da Taça do Rei, ao cair perante o rival Atlético de Madrid por 2-1, após prolongamento. Ronaldo inaugurou o marcador, mas acabou expulso.

Depois desse encontro, e até à derrota com a equipa ‘laziale’, o português venceu, consecutivamente, 12 finais, a primeira um ano depois, na Luz, onde se ‘vingou’ do rival madrileno no prolongamento, fixando o 4-1 final de penálti.

Na época seguinte (2014/15), ganhou mais duas, a Supertaça Europeia, com um ‘bis’ ao Sevilha (2-0), e o Mundial de clubes, face ao San Lorenzo (2-0), para, em 2015/16, voltar a superar o Atlético na final da ‘Champions’, agora na ‘lotaria’, com Ronaldo a apontar o pontapé decisivo (5-3, após 1-1).

A maior das vitórias aconteceu ainda em 2016, em Paris, onde Portugal se impôs à França na final do Europeu, graças a um golo de Éder, aos 109 minutos, num jogo que, devido a lesão, Ronaldo abandonou aos 25, em lágrimas. Sorriria no fim.

Em 2016/17, brilhou, como nunca, nos jogos decisivos, com um ‘hat-trick’ na final do Mundial de clubes, perante o Kashima Antlers (4-2 após prolongamento), e um ‘bis’ na final da ‘Champions’, face à Juventus (3-1).

Na última época pelo Real Madrid, Ronaldo ganhou mais três finais, primeiro a Supertaça Europeia, entrando a sete minutos do fim face ao Manchester United (2-1), de José Mourinho, e, depois, o Mundial de clubes, com um golo ao Grêmio (1-0).

A finalizar, no seu último encontro como ‘merengue’, em 26 de maio de 2018, ficou em ‘branco’ face ao Liverpool, num triunfo por 3-1.

Seguiu-se, em 2018/19, a vitória sobre o AC Milan na Supertaça de Itália e novo triunfo ao serviço da seleção das ‘quinas’, em 09 de junho de 2019, no Dragão, face à Holanda (1-0), na final da primeira edição da Liga das Nações.

Nas primeiras 11 finais, o balanço também foi positivo, com sete triunfos e quatro desaires, o primeiro dos quais muito doloroso, face à Grécia (1-0), em 04 de julho de 2004, na final do Europeu que Portugal organizou.

As outras derrotas aconteceram nas finais da Taça de Inglaterra de 2004/05 (4-5 nos penáltis, face ao Arsenal) e 2006/07 (0-1 após prolongamento, com o Chelsea) e na despedida do Manchester United, em 27 de maio de 2009, batido pelo FC Barcelona, de Messi, por 2-0, em Roma.

As vitórias foram mais e Ronaldo marcou nas duas primeiras, com o Milwall (3-0), na final da Taça de Inglaterra de 2003/04, e com o Wigan (4-0), na final da Taça da Liga inglesa de 2005/06, em dois jogos em que acabou substituído.

Pelos ‘red devils’, também bateu o Chelsea, na Supertaça inglesa (3-0 nos penátis, em 2007/08) e na final da ‘Champions’, num embate em que marcou no tempo regulamentar (1-1) e falhou no desempate por penáltis (6-5).

As outras vítimas foram a Liga de Quito (1-0), na final do Mundial de clubes de 2008/09, e o Tottenham (4-1 nos penáltis, após 0-0), no jogo decisivo da Taça da Liga inglesa de 2008/09.

Já pelo Real Madrid, ‘vingou-se’ de Lionel Messi, ao superar o FC Barcelona na final da Taça do Rei de 2010/11, marcando o golo da vitória (1-0), no prolongamento.

Nestas contas das finais, entram as Supertaças, mas não as disputadas em duas mãos, o que aconteceu na sua passagem por Espanha: conquistou duas, face ao FC Barcelona, e perdeu outras tantas, uma com o ‘Barça’ e outra com o Atlético.

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