Leclerc, que partiu da segunda posição, gastou 1:24.24,312 horas para cumprir as 71 voltas previstas, cortando a meta com 1,532 segundos de vantagem sobre Verstappen e 41,217 face ao britânico Lewis Hamilton (Mercedes), que fechou o pódio.

O piloto da Ferrari ainda apanhou um susto nas últimas voltas, quando o pedal do acelerador do seu monolugar começou a sofrer problemas, mas a bandeirada de xadrez veio colocar um ponto final no sofrimento do monegasco, que conquistou o terceiro triunfo da temporada.

“Foi uma corrida incrível. Tive um problema com o pedal do acelerador. Sabia que não era um problema com o motor, mas com o pedal”, explicou no final.

Pior sorte teve o companheiro de equipa, o espanhol Carlos Sainz (Ferrari), que desistiu quando era terceiro, depois de o motor do seu Ferrari se incendiar, na volta 58.

Esse incidente acabou por igualar as forças entre Ferrari e Red Bull, pois o mexicano Sérgio Pérez (Red Bull) já tinha desistido, após um toque do britânico George Russell (Mercedes) logo na primeira volta, que o atirou para a gravilha.

Pérez acabaria por abandonar algumas voltas mais tarde, devido a problemas mecânicos, perdendo, assim, o segundo lugar do campeonato para Leclerc.

A Red Bull apostava em duas paragens nas boxes para troca de pneus, enquanto a Ferrari pareceu apontar apenas para uma, pois controlou melhor a degradação dos pneus.

Ainda assim, Leclerc acabou por parar mesmo duas vezes antes do incidente de Carlos Sainz fazer a corrida entrar em modo de safety car virtual, o que deu a possibilidade de os pilotos pararem outra vez com menos perda de tempo.

Os Ferrari estiveram sempre mais consistentes e rápidos do que os Red Bull. Prova disso, foi a ultrapassagem consumada por Leclerc logo à 12.ª volta, depois de Verstappen ter largado do primeiro lugar da grelha.

Salvo falha mecânica ou erro estratégico, a vitória da Ferrari nunca pareceu estar em causa, no circuito Red Bull Ring, propriedade da equipa do campeão do mundo.

Ainda assim, Verstappen minimizou as perdas, ao terminar na segunda posição pela primeira vez esta temporada.

“Sofremos com demasiada degradação de pneus, o que me impediu de atacar os Ferrari, especialmente o Charles [Leclerc]”, explicou o neerlandês.

Para Leclerc, este foi o regresso aos triunfos, depois de ter começado a temporada com duas vitórias nas primeiras três corridas do ano (Bahrain e Austrália).

“Precisava mesmo desta. As últimas cinco corridas foram muito complicadas para mim e para a equipa”, desabafou o piloto da Ferrari, que não subia ao pódio desde a prova disputada em Miami.

Com os problemas de Sainz, Lewis Hamilton herdou o degrau mais baixo do pódio, o que “não esperava”.

No entanto, os Mercedes deram “um passo em frente” nesta prova, segundo disse Hamilton, e que o quarto lugar de George Russell parece confirmar.

O francês Esteban Ocon (Alpine), em quinto, foi o último piloto a terminar na volta do líder, já a 1.08,436 minutos.

O alemão Mick Schumacher (Haas) foi o sexto, o melhor resultado da sua carreira, que lhe valeu ser nomeado o piloto do dia pelos fãs.

Max Verstappen, que somou um ponto extra ao fazer a volta mais rápida da corrida, mantém a liderança do campeonato, com 208 pontos, mais 38 do que Charles Leclerc, que é agora o segundo.

A próxima ronda é o GP de França, em 24 de julho.

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