“Obviamente, a conquista de 11 medalhas, algumas em distancias olímpicas, são bons indicadores para o nível de preparação da equipa até esta altura. Estamos extremamente satisfeitos pelo que têm feito os nossos atletas”, resumiu o diretor técnico nacional, Ricardo Machado.

Em declarações à Lusa, o dirigente, igualmente vice-presidente da federação, fez um “balanço geral bastante positivo”, embora, frisa, “os resultados não fossem o mais importante”.

“Tratando-se da primeira prova internacional do novo ciclo olímpico o que mais importa é aferir o nível das embarcações e poder tirar algumas ilações para as competições mais importantes da época, os Europeus e Mundiais, e o que pode ser feito”, sintetizou.

As medalhas de ouro de Fernando Pimenta em K1 1000 (foi ainda prata em K1 500 e 5.000) e de Teresa Portela em K1 200 foram os resultados mais expressivos de Portugal, embora o responsável destaque a prata do novo K4 500, que junta os olímpicos Emanuel Silva, João Ribeiro e David Fernandes ao estreante David Varela.

“O K4 500 deu uma boa resposta, foi medalha de prata. O tempo efetuado está dentro do que era a nossa previsão. Mas há ainda muito trabalho pela frente. Mais do que o resultado, era necessário ver a resposta que as embarcações iriam dar em competição. Foi dentro do que era expectável pela equipa técnica”, garantiu.

Ricardo Machado falou da preocupação na “renovação” da equipa nacional, lembrando que a David Varela se junta, por exemplo, a “experiente, mas ainda jovem” Francisca Laia e Maria Cabrita.

Tendo a possibilidade de poder apresentar duas equipas em cada prova, Portugal apostou em casa numa seleção de 40 canoístas: “Continuando a trabalhar assim, certamente que alguns vão dar-nos muitas alegrias no futuro”.

Em termos organizativos, também a “satisfação” de assistir a mais uma “prova da excelência de Portugal”, que em 2018 vai organizar os campeonatos do mundo de pista e maratonas, em Montemor-o-Velho e Ponte de Lima, respetivamente.

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