Depois de avaliar a experiência na Taça das Nações Árabes, que decorreu no Qatar no fim de 2021, com o uso de várias câmaras sob o teto dos estádios, a FIFA pretende evoluir na elaboração do sistema de “tecnologia semiautomática para a deteção de fora do jogo”.

Em causa estão soluções que permitem a criação, durante os jogos, de representações visuais tridimensionais em tempo real dos esqueletos dos futebolistas, através dos dados das câmaras capazes de fornecer até 29 dados do futebolista e da bola.

“Graças a esta nova fonte de informação e ao processamento oferecido pelas empresas de visualização de inteligência artificial, uma partida inteira pode ser vista como uma animação virtual com apenas alguns segundos de atraso, permitindo que o corpo técnico, treinadores e médicos examinem a partida com toda a nova abordagem”, explica o organismo.

A FIFA assume que estas tecnologias abrem inclusivamente novas oportunidades em outras áreas, como os videojogos, que podem progredir na proximidade e personalização das experiências dos utilizadores.

“A fusão do mundo real com o digital está a evoluir a grande velocidade e vai acabar por transformar a forma como o futebol é consumido”, analisa o diretor de eFootball e Gaming da FIFA.

Apesar de entender que “ainda é cedo” para conclusões definitivas, Christian Volk diz que “os testes mostraram que os adeptos podem vivenciar partidas como nunca antes”.

Já o diretor do ramo de inovação e tecnologia do futebol da FIFA, Johannes Holzmüller, defende que o acesso a esses novos dados vai “beneficiar o futebol”, considerando que isso tornará as tomadas de decisão “mais efetivas e objetivas”.

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