“Eu sou completamente inocente. Mas não adianta de nada lutar pela minha reputação sem o apoio dos meus ‘managers’, da minha federação e sem o apoio do meu governo. É injusto”, afirmou Asbel Kiprop, em declarações à agência AFP.

O campeão do mundo em 2011, 2013 e 2015, de 28 anos, teve um controlo positivo por eritropoietina (EPO), em novembro de 2017, e arrisca uma suspensão de quatro anos.

O caso de Kiprop deverá ser apreciado em 28 de junho, numa instância disciplinar da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF), mas o queniano, evocando a falta de apoio pelas autoridades quenianas e a falta de dinheiro para pagar aos seus advogados, renunciou à sua defesa.

“Mesmo que consiga provar a inocência, é evidente que não poderei recuperar a credibilidade, apesar de a acusação reconhecer a minha inocência. Sou impotente financeiramente para enfrentar a IAAF, estou reduzido a admitir que não me dopei, como vítima dos meus acusadores”, referiu o queniano, em comunicado.

Mais de 40 atletas quenianos acusaram doping nos últimos cinco anos, tendo o país sido colocado sobre vigilância da IAAF em 2016.

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