“Rui Pedro Soares fez crer e quis passar a mensagem de que nesta época a Moreirense SAD iria jogar a feijões, porque no final a descida administrativa era certa e prometida. Ora, Rui Pedro Soares mentiu e fê-lo de forma intencional e consciente. A Moreirense SAD foi alvo de um ataque vil, mal-intencionado e moralmente violento”, lê-se em comunicado publicado pelos minhotos no sítio oficial na Internet.

O caso remonta a 2018, quando o Tribunal da Feira condenou o Moreirense na pena única de 450 dias de multa à taxa diária de 250 euros, perfazendo o montante global de 112.500 euros, por quatro crimes de corrupção ativa no fenómeno desportivo, além de ter enfrentado a pena acessória de suspensão de participação em competição por um ano.

Ainda no mesmo processo, também foram condenados Pedro Miguel Magalhães, filho de Vítor Magalhães, presidente do Moreirense, e Manuel Orlando “Alhinho”, antigo vice-líder do clube, a três anos de prisão com pena suspensa, por quatro crimes de corrupção.

“A Moreirense SAD não foi visada no processo-crime a que fez referência, não foi constituída arguida, não foi acusada, não foi pronunciada, não foi julgada, não foi condenada, não lhe foram aplicadas penas ou sanções de qualquer espécie”, nota.

A suspensão da execução das penas ficou condicionada à entrega de quantias, cujos montantes variaram entre os 1.000 e os 5.000 euros, a instituições de ação social.

“Tão grave ou pior que a mentira que não se coibiu de propalar, Rui Pedro Soares quis destabilizar o grupo de trabalho da Moreirense SAD, condicionar os seus atletas e equipa técnica, de modo a toldar e limitar a sua capacidade de trabalho, e a influenciar negativamente a nossa posição nos dias que faltam para terminar o defeso”, vinca.

Segundo a acusação do Ministério Público, o Moreirense tentou subornar seis jogadores de equipas adversárias para subir da II Liga para o escalão principal na época 2011/12.

A investigação apurou que o filho de Vítor Magalhães e Orlando “Alhinho” pediram a dois ex-jogadores do Moreirense para abordarem jogadores da Naval e do Santa Clara, prometendo-lhes “avultadas quantias em dinheiro” para terem um “mau desempenho desportivo” nos jogos de futebol que aquelas equipas iriam disputar com os minhotos.

Dos futebolistas contactados apenas um jogador da Naval terá aceitado a proposta, recebendo 5.000 euros por ter sido expulso durante a derrota da equipa da Figueira da Foz na receção ao Moreirense, por 2-1, em encontro da 28.ª e antepenúltima jornada.

“Quis Rui Pedro Soares dizer aos profissionais da Moreirense SAD que o ‘destino da equipa está traçado’, diminuindo a sua capacidade de trabalho e contribuindo para que os próximos jogos da Moreirense SAD decorram num ambiente de anormalidade competitiva, naquilo que se entende ser um quadro de violência moral”, reitera.

A administração liderada por Vítor Magalhães exigirá junto das instâncias competentes “integral reparação de todos os danos sofridos” pelas declarações em conferência de imprensa do presidente do Belenenses SAD na sexta-feira, após o empate entre os dois clubes (1-1), em Leiria, na abertura da quarta ronda da I Liga.

“Só os méritos desportivos condicionarão a classificação final da Moreirense SAD na época 2021/2022 e a participação na época 2022/2023”, termina o comunicado do emblema minhoto, atual 15.º colocado no escalão principal, com dois pontos.

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