Os suíços da Alinghi venceram o mundial de GC32, prova que decorreu na baía de Lagos em simultâneo com a 2.ª etapa do circuito GC32 Racing Tour, evento que passou, pelo segundo ano consecutivo, pelas águas do barlavento algarvio.

Liderados pelo skipper suíço, Arnaud Psarofaghis, a super equipa helvética (duas vezes vencedora da America’s Cup) contou com a ajuda de um português, João Cabeçadas, na equipa de terra.

Sucederam aos seus compatriotas Team Tilt (vencedores em 2018, no Lago de Garda, em Itália), liderados pelo homem do leme australiano Glenn Asby, da Emirates Team New Zealand, que integrou a equipa campeã em título da America’s Cup (2017).

Ao longo de quatro dias de competição na baía de Lagos, das 18 regatas disputadas por estes catamarãs de 32 pés (10 metros), com foils que podem atingir velocidades próximas dos 40 nós (74 hm/h), os suíços da Alinghi venceram oito e ficaram no top 3 noutras quatro. Terminaram com 57 pontos, 17 de vantagem da Team Tilt (74).

A última equipa a subir ao pódio, 3.º lugar, foram os ingleses do INEOS Rebels UK, que tem o britânico Sir Ben Ainslie, velejador olímpico mais medalhado de sempre, com quatro medalhas de ouro e uma de prata e vencedor da America’s Cup (Oracle Team USA) como figura de proa. A tripulação integrava ainda um vencedor da Volvo Ocean Race (VOR), o neozelandês Luke Parkinson (com o Abu Dhabi Ocean Racing), além do ouro olímpico do britânico Giles Scott’s Finn (Rio 2016) e de Iain Jensen (australiano), obtido em Londres 2012 e Rio 2016.

Lagos, um local secreto e perfeito. Organização quer reservar o mês de junho

“Não é a questão de Lagos ter aquilo que outros não têm. Mas é a questão de Lagos ter algumas coisas que fazem desta baía algo único e de interessante para nós”, confidenciou ao SAPO 24 Christian Scherrer, manager do GC32 Racing Tour, quando questionado sobre as condições diferenciadoras que esta cidade costeira do barlavento algarvio poderia oferecer a uma competição náutica desta envergadura.

E esse algo diferente passa pelas “condições e direção do vento (predominância de norte), a água flat (lisa), a bonita baía, a combinação com uma cidade simpática, a marina dentro da cidade e, sobretudo, a componente logística, as pessoas da Sopromar (Centro Náutico) e do Clube de Vela de Lagos e quem gere a marina, motivados a organizar um evento”, enumera.

“Só o bom vento não é suficiente. É esta combinação. Temos a infraestrutura, as pessoas (o Hugo, da Sopromar e o Martinho, do CV Lagos e Marina) a quererem o evento aqui, sem elas não era possível este sucesso”, reforçou. “É a tempestade perfeita”, sorriu.

“Lagos não recebia muitas regatas deste nível. Era um segredo bem guardado que nos foi apresentado no ano passado. Os velejadores gostaram de competir aqui e consideraram que era um grande spot (local) para se fazer o mundial”, frisou, acrescentando que a competição reuniu “uma enorme lista de estrelas náuticas e grandes equipas”.

Em relação ao próximo ano, Christian Scherrer, responsável máximo do circuito dos catamarãs voadores deixa expressa a vontade da organização. “Queremos voltar, seria maravilhoso manter a relação”, disse. “Quero reservar o mês de junho (por causa do calor e do vento) e talvez com uma equipa portuguesa na lista, seria bom... talvez um dia, veremos”, disse soltando uma gargalhada.

A 3ª etapa do GC32 Racing Tour 2019 realiza-se em Palma de Maiorca, Espanha, durante a Copa del Rey MAPFRE, de 31 de julho a 3 de agosto. O Mundial “será num novo local”, finalizou.

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