Fechada a janela de transferências do mercado de inverno e reajustados os plantéis, este é um período propício a um momento de reflexão para fazer um balanço do campeonato e também uma antevisão aos poucos meses que faltam. Sobretudo a nível individual, estes tendem a ser tempos de afirmação de um bom desempenho na primeira metade da época ou … de figas para que a temporada desportiva 2016/17 termine.

Por vezes as coisas não correm como era desejado e tudo o que se quer é um recomeço. O SAPO24 olhou para o top-6 das ligas da UEFA (Liga inglesa, Liga espanhola, Liga italiana, Liga francesa e Liga portuguesa) e, em vez de fixar a mira nas quatro linhas, desviámos os binóculos para o banco de suplentes para tentar adivinhar aqueles que, sentados no banco de suplentes, faziam figas por uma época nova e, consequentemente, novas oportunidades.

Para melhor nos guiarmos, construímos um 11 a partir de um verdadeiro "banco de ouro". Falamos em jogadores que movimentaram, nada mais, nada menos, que 304 milhões de euros (no seu conjunto) para estarem naqueles clubes.

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Começamos pela baliza: do banco do Camp Nou para o nosso ‘onze’, o escolhido foi Cillessen, guarda-redes holandês contratado ao Ajax pelo Barcelona no verão do ano passado. O guardião, senhor da baliza da seleção da ‘Laranja Mecânica’, chegou aos culés para colmatar o lugar deixado vazio por Claudio Bravo e fazer concorrência a Marc-André ter Stegen, mas, até agora, conta apenas com um jogo na liga espanhola, tendo jogado apenas pelo Barcelona na Taça do Rei.

Na defesa, do lado direito, surge um nome bem conhecido dos portugueses. Danilo, antigo dragão, não tem tido a vida facilitada no Santiago Bernabéu. O brasileiro, que na Invicta conquistou meio mundo, tem ficado na sombra de Daniel Carvajal, somando apenas 13 jogos esta temporada.

Da lateral para o centro da defesa, John Terry, capitão do Chelsea é a prova dada que a idade está longe de ser um posto. À sua época, e desde a chegada de Abramovich, foram poucos os jogadores com mais de 30 anos que renovaram com os blues. Terry foi um deles, mas com o passar dos anos foi perdendo espaço. Fez apenas 9 jogos esta época, 7 como titular e 2 como suplente utilizado.

O miolo da defesa fica completo com o tunisino Abdennour, do Valência. Chegado em 2015/16 ao emblema che por 22 milhões de euros, vindo do Mónaco de Leonardo Jardim, o central conseguiu uma boa época de estreia, mas 2017 não está a ser o seu ano. Ainda não conseguiu convencer, até agora, nenhum dos três treinadores que esta época já estiveram ao comando do Valência.

O quarteto defensivo completa-se com Juan Bernat, o defesa-esquerdo espanhol dos alemães do Bayern de Munique. Apenas 9 jogos como titular esta época é um número muito modesto para um jogador que tinha vindo a conquistar a sua influência na formação bávara. O espanhol tem perdendo espaço depois de duas épocas a galgar terreno.

Mais à frente, o meio-campo forma-se por dois grandes de nomes, de gerações distantes. Cesc Fàbregas, de 29 anos, e Renato Sanches, de 19. O espanhol, com provas dadas no Arsenal, Barcelona e nas primeiras épocas ao serviço dos blues, parece não convencer Antonio Conte, que vê em N’Golo Kanté uma solução mais robusta para atuar ao lado de Matic no meio-campo londrino. Os números expressam bem que o médio espanhol não encaixa no modelo tático do treinador italiano: 19 jogos no total, 9 como titular e 10 como suplente utilizado.

Ao seu lado colocámos o Golden Boy Renato Sanches, o menino que aos 11 anos foi transferido da Águias da Musgueira para o Benfica a troco de 25 bolas, e que no verão de 2016 custou aos cofres bávaros 35 milhões de euros, numa transferência que pode ascender até aos 80 milhões. No entanto, o internacional português não tem tido a vida facilitada. Com pouco espaço nos campeões alemães, soma apenas 7 jogos como titular, nos quais nunca cumpriu os 90 minutos, e 10 encontros em que entrou como suplente.

O nosso extremo direito vem diretamente da capital inglesa. Moussa Sissoko, extremo direito do Tottenham, foi uma das figuras da seleção francesa que chegou à final do Campeonato da Europa de futebol em 2016. Chegou a ser ligado ao Real Madrid, mas acabou por ser transferido para Londres, para os Spurs. Os 21 jogos com a camisola do Tottenham são enganadores, uma vez que por 12 ocasiões saltou do banco para entrar em campo.

Na outra extremidade do campo temos o colombiano James Rodriguez, que no Mundial 2014 encantou com o seu pé esquerdo e fez o Real Madrid desembolsar nada mais, nada menos, que 75 milhões de euros junto do Mónaco. Ao longo dos anos, o ex-FC Porto tem vindo a perder espaço no meio-campo merengue e esta época só foi titular por 10 ocasiões, tendo saltado do banco 8 vezes.

Chegados ao último terço, a dupla ofensiva chega dos bancos de suplentes do campeão europeu e do campeão inglês: Morata e Musa. Começando pelo segundo, o avançado nigeriano de 24 anos foi o grande reforço de Leicester que se esperava embalado pelo conto de fadas que tinha vivido na época anterior, em que conseguiu vencer a Premier League contra todas as expectativas. Mas o reforço vindo da Rússia esbarrou na dupla Vardy/Slimani e não se conseguiu impôr. É verdade que tem sido uma espécie de arma secreta para Ranieri, somando já 26 jogos pelos Foxes, mas não deixa de ser elucidativo que desses, apenas 10 foram feitos a titular.

O ‘onze’ completa-se então com Morata, internacional espanhol resgatado pelo Real Madrid à Juventus por 30 milhões de euros. O avançado tem tido dificuldades em impôr-se no miolo do tridente ofensivo conhecido por BBC (Bale, Benzema e Cristiano) e apesar de já somar 27 jogos esta época, 16 dos quais foram como suplente.

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