"Queria ultrapassar a barreira dos 18 metros e ser o primeiro português a consegui-lo. Mas sou campeão olímpico e estou muito feliz", disse à RTP depois da prova.

"É um privilégio fazer parte daqueles poucos atletas que são heróis em Portugal, fazer parte desse grupo. É uma honra imensa para mim."

Recorde-se que não seria a primeira vez que o cubano naturalizado português o conseguiria, sendo 18,08m a sua melhor marca pessoal (2015).

"O que tínhamos planeado, eu e o meu pai, era saltar 18,40m. Era essa a marca de que estávamos à espera. Mas durante o aquecimento comecei a sentir… Não uma dor, mas um toque no quadríceps e tive algum receio", explicou.

"Tenho recebido imensas mensagens, tenho quase todo o país a dar-me apoio. Quando fiz aquele salto [17,98 metros] fiquei um bocado mais tranquilo". Ao apoio que recebeu desde que chegou a Portugal, em 2017, Pedro Pichardo diz que agradece com medalhas.

"A única maneira que tenho de agradecer a Portugal é com medalhas e resultados", respondeu.

E promete "continuar a trabalhar" para bater o recorde mundial de 18,29m, que pertence ao britânico Jonathan Edwards desde 1995. É essa marca "que está na minha cabeça", disse.

Treze anos depois, vai ouvir-se novamente "A Portuguesa" no pódio olímpico. "Já cantei o hino nos Europeus, agora vou cantar outra vez. Já sei o hino há muito tempo. O único problema é o sotaque, mas o hino já sei há muito tempo", terminou.

Já na zona mista, o atleta voltou a sublinhar que o que parece fácil dá trabalho.

"Toda a gente acha que é fácil, mas dá trabalho. O salto não correu como estava à espera. Esperava mais, esperava bater algum recorde, olímpico ou mundial. Estávamos a preparar isto desde sábado”, atirou, na zona mista do Estádio Nacional.

O atleta natural de Cuba, de 28 anos, efetuou o melhor salto, de 17,98 metros, à terceira tentativa, e bateu o seu o recorde nacional por três centímetros, impondo-se ao burquinense Fabrice Zango, com 17,47, e ao norte-americano Will Claye, com 17,44, que conquistaram as medalhas de prata e de bronze, respetivamente.

“Estava à espera de que fizessem uma melhor competição contra mim. Entre eles, fizeram, mas esqueceram-se de mim. Deixaram-me lá em cima sozinho. Esperava pelo menos do Zango ou do Will Claye. Não aconteceu, ainda melhor”, declarou.

Apesar do ouro, Pichardo queria ter conseguido “ficar nos livros de recordes”. “Ainda tenho Paris2024 e vou continuar a trabalhar para isso”, atirou.

Pedro Pablo Pichardo conquistou hoje a medalha de ouro na prova do triplo salto dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, com novo recorde nacional, elevando para quatro o número de medalhas obtidas por atletas portugueses, o melhor resultado de sempre.

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