Os insulares levam 13 jogos sem vencer em todas as competições, nove para o campeonato, e procuram sair de uma zona delicada na classificação, muito próximo dos lugares de despromoção.

"Sabemos que vamos defrontar um adversário difícil em sua casa, que eu conheço bem porque já trabalhei lá, mas, acima de tudo, temos de ter consciência da importância deste jogo. Neste momento, [o Tondela] é um concorrente direto, que está perto de nós, e tudo faremos para lutar pelos três pontos", referiu o técnico, na conferência de imprensa de antevisão do encontro.

Para Petit, "não basta querer" e pretende ganhar para "acabar bem o ano". Os processos defensivos e ofensivos estão a merecer atenção e o técnico tem visto melhorias nas três semanas desde que assumiu o comando do clube, embora os resultados não tivessem sido os melhores, com um empate e duas derrotas.

"Temos três semanas de trabalho. Uma equipa para ficar à minha imagem demora, pelo menos, seis jogos. Tenho visto progresso no crescimento como equipa, mas os resultados não têm ajudado. A equipa precisa de uma boa vitória para trabalhar com alegria", comentou.

A situação é delicada para o Marítimo e a mensagem do treinador é de saber lidar com a pressão para conseguir bons resultados.

"Os jogadores têm de ser fortes. Isto é uma profissão que exige muito trabalho, muita confiança, mas, acima de tudo, sabemos que é a nossa paixão. Se não tivermos pressão, não podemos ser jogadores de futebol. Estamos nesta posição e temos de ser nós a sair dela", destacou.

Petit prepara-se para regressar a Tondela, equipa que orientou nas temporadas 2015/16 e 2016/17, e que também não vive dias fáceis, pois perdeu os últimos quatro jogos da I Liga e foi afastado da Taça de Portugal pelo Leixões, do segundo escalão (4-2 nas grandes penalidades, após empate 2-2 em tempo regulamentar).

"O Tondela também não está a atravessar um bom momento. É uma equipa muito aguerrida, que tem as suas ideias de jogo muito assimiladas, joga muito bem em transições, tem um ponta de lança como referência e que nunca vira a cara à luta", afirmou.

O Marítimo está prestes a deixar de poder contar com o guarda-redes titular Amir, que foi chamado para a seleção do Irão, por Carlos Queiroz, para a Taça da Ásia, a disputar no início de 2019, e Petit admitiu a possibilidade de contratar uma alternativa.

"Depois de o Amir ir [para a seleção], é natural que possamos fazer uns ajustes porque o mercado vai abrir, mas também temos a equipa B e os sub-23. Temos vindo a falar com o presidente sobre esses aspetos do mercado", revelou.

O Marítimo, 15.º classificado com 11 pontos, visita o Tondela, 17.º e penúltimo com nove, no sábado, com o apito inicial marcado para as 15:30.

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