Porto, Sporting e Hugo Miguel, que lidera o trio de arbitragem (Ricardo Santos e Nuno Roque, como assistentes) são as três equipas que se apresentam em campo hoje, às 20h30, no Estádio do Dragão. Os três pontos são, na atual fase do campeonato, o resultado mais desejado por ambos os conjuntos. Uma vitória dos dragões coloca-os na liderança, ainda que provisória, e mantem os portistas na luta pela conquista do campeonato. Sem os três pontos, os leões ficam numa posição desconfortável no que toca ao título. Ao invés, se Jorge Jesus e companhia vencerem, o Sporting relança a Liga. Ainda que fique dependente de terceiros.

Por falar em vitórias, o Porto recebe o Sporting, em jogo da 20ª jornada, quando não perde desde a 3ª, sendo que a última e única derrota deste época, curiosamente, com os leões, em Alvalade. Nos 19 jogos disputados, o Sporting perdeu em três ocasiões.

Jorge Jesus, ao serviço do Sporting, nos duelos com o Porto, soma três triunfos consecutivos (dois jogos em Alvalade e um no dragão), em outros tantos jogos. Como curiosidade, no ano passado, venceu, no Dragão, por 3-1.

Vitórias como visitante nas Antas e no Dragão, são algo que rareia para os lados leoninos. Por exemplo, durante a dinastia de Pinto da Costa (leva 35 anos de presidência), só por três vezes os leões venceram no reduto dos Dragões para o campeonato. Além do ano passado, venceram em 1996/1997 e 2006/2007. Bruno de Carvalho, que preside aos destinos dos leões há 4 anos, foi, no entanto, feliz duas vezes no “clássico”, se nestas contas formos pedir emprestada a vitória de Marco Silva, para a Taça de Portugal (1-3).

Nos jogos entre Dragões e Leões, se olharmos para os jogos disputados neste milénio, golos não faltam. Em 2003/2004, os portistas venceram por 4-1. No ano seguinte, o resultado foi 3-0, completando uma série de três anos de vitórias no dragão, que viria a ser interrompida por uma vitória leonina com Paulo Bento. De 2009 a 2015, os azuis e brancos somaram um ciclo de seis vitórias, algumas bem expressivas e com muitos golos à mistura (3-2, na época 10-11, 3-1, em 2013/2014 e 3-0, na época seguinte) interrompida, mais uma vez, por três pontos conquistados pelos leões.    

Chegados ao 17º clássico do novo milénio, se analisarmos os últimos seis jogos, de 2010/2011, resultaram em 20 golos. O que dá uma média de 3,1 golos por jogo.

Golos é algo que não tem faltado para os lados de alvalade. Bas Dost, é o melhor marcador da Liga, com 16 golos e leva cinco jogos consecutivos a marcar. André Silva tem menos 4 que o holandês.

Para logo à noite, Jesus estreia na convocatória leonina três jogadores de janeiro: Palhinha, Podende e Geraldes.

E porque de números se trata aqui, se olharmos paros os totais dos clássicos disputados entre Dragões e Leões no Porto, em 82 jogos, os portistas somam 44 vitórias, 24 empates e 14 derrotas.

Por fim, a título de curiosidade, nestas 14 vitórias, os leões só por duas vezes conseguiram em dois anos consecutivos, nunca atingindo as três vitórias em três anos. Sucedeu nas temporadas de 1961/1962 e 1962/1963 e, recuando até à década de 40 no século passado, a tal dos Cinco Violinos, em 1945/1946 e 1946/1947. Essas duas vitórias haveriam de inspirar uma vitória leonina (por 1-2) que mais não foi que pura ficção e que deu origem ao célebre filme “Leão da Estrela”.

A realidade segue dentro de momentos. Hoje, às 20h30, no Estádio do Dragão.

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