Marcada para dia 30 de outubro, a eleição dos órgãos sociais do Benfica sofreu um revés devido ao anúncio da proibição de circulação entre concelhos entre os dias 30 de outubro e 3 de novembro decretada pelo Governo como medida de combate à pandemia da Covid-19.

Com esta medida, muitos sócios do clube podem ficar privados de exercer o seu direito de voto, apesar de existirem para o efeito 25 Casas do Benfica em diferentes concelhos do país, para além do Pavilhão n.º 2 do Complexo Desportivo do Estádio da Luz.

As localidades onde os sócios podem votar são Albufeira, Algueirão-Mem Martins, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Évora, Faro, Grândola, Guarda, Leiria, Montijo, Oliveira de Azeméis, Paredes, Portalegre, Porto, Santarém, Seixal, Viana do Castelo, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia, Viseu e Vila Real.

No entanto, apesar destas alternativas, muitos associados do clube poderão ver-se privados à mesma de exercer o seu direito de voto.

O SAPO24 contactou o gabinete de comunicação do Benfica para questionar se o clube está a pensar em alguma alternativa ou se manterá o plano já criado, não tendo obtido resposta até à data de publicação.

O clube, no entanto, emitiu uma nota no seu website a anunciar que "o presidente da Mesa da Assembleia Geral convocou e ouvirá amanhã representantes das candidaturas para análise da situação".

A mesma informação já tinha sido confirmada ao SAPO24 pela candidatura de João Noronha Lopes, indicando que a reunião foi marcada a pedido de Virgílio Duque Vieira.

Segundo avança o jornal Record, a decisão que sairá desta reunião poderá significar o adiamento das eleições para 6 de novembro, ou até o seu adiantamento.

A candidatura de João Noronha Lopes, que antecipa "um mais que provável cenário de adiamento das eleições do Sport Lisboa e Benfica", tomou a posição de anunciar que "deve aproveitar-se esta oportunidade para agendar o ato eleitoral a um sábado, garantindo as melhores condições para que este se realize com o mínimo risco possível para a saúde pública e com a maior participação possível dos associados do Benfica".

Esta alteração permitiria aos sócios "conciliarem a sua vida profissional com a disponibilidade necessária para o voto ao longo de um dia inteiro", conclui a nota.

Também a candidatura de Rui Gomes da Silva já se pronunciou em relação ao caso. "Há questões que não permitem discussão, e a saúde pública é uma delas. Estamos naturalmente disponíveis para encontrar a melhor solução, em conjunto com o presidente da Mesa da Assembleia Geral", lê-se na nota enviada ao SAPO24.

As eleições para os órgãos sociais do Benfica contam com quatro candidatos: Luís Filipe Vieira (lista A), que lidera o clube desde 2003, João Noronha Lopes (lista B), Luís Miguel David (lista C) e Rui Gomes da Silva (lista D, que foi vice-presidente do Benfica entre 2009 e 2016.

Luís Miguel David substituiu hoje Bruno Costa Carvalho na liderança da lista do movimento 'Todos P'lo Benfica', confirmou à Lusa fonte da candidatura, uma vez que o candidato inicial não cumpriu um dos atuais requisitos estatutários para se candidatar à presidência do clube, o de deter 25 anos consecutivos de sócio efetivo (com mais de 18 anos).

Vieira sucedeu a Manuel Vilarinho em 2003, frente a Jaime Antunes e Guerra Madaleno, foi reeleito em 2006, sem oposição, 2009, perante Bruno Costa Carvalho, 2012, diante de Rui Rangel, e em 2016, novamente como único candidato.

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