O contingente nacional já tinha ficado reduzido a 12 participantes durante a jornada inicial de sexta-feira, devido a cinco desistências por problemas mecânicos ou acidentes, e para tirada de hoje outros 11 pilotos optaram por não continuar na corrida, também por questões mecânicas, mas sobretudo por motivos financeiros.

Uma vez que apenas o primeiro dia da prova era pontuável para o Campeonato Portugal de Ralis (CPR) e para o troféu ‘Peugeot Rally Cup Ibérica’, a maior parte dos pilotos, cumprindo esse objetivo, decidiu poupar nos custos de participação e evitar o desgaste dos veículos.

“Se continuasse seriam mais 15 mil euros em pneus outros 6 mil euros em gasolina e mais o desgaste do carro, que obrigaria a antecipar a revisão do motor e da caixa. O orçamento não dá para tudo, e teria de ficar de fora de outras provas do calendário nacional”, explicou à Lusa Bernardo Sousa.

O piloto madeirense, que conduz um Skoda Fábia, e que foi o segundo melhor português na sexta-feira, lamentou a decisão, mas partilhou que “já era algo planeado”.

“Claro que gostaria de continuar, este é melhor rali do mundo, mas temos de gerir as nossas limitações. Este é um desporto caro, e o dinheiro não dá para tudo. Continuar faria grande diferença no resto da época”, acrescentou.

Tal como Bernardo Sousa, também Ricardo Teodósio (Skoda Fabia Evo), que no primeiro dia fez o terceiro melhor tempo entre os portugueses, também encerrou, na sexta-feira, a sua participação no rali pelos mesmos motivos.

“O material tem de ser poupado para a próximas provas. São tudo peças muito caras e, infelizmente, não temos verbas para fazer a corrida completa. Decidimos fazer a parte do CPR e não estragar mais o carro”, partilhou o piloto algarvio.

Assim, o contingente luso neste segundo dia do Rali de Portugal ficou reduzido a Armindo Araújo (Skoda Fabia Evo), que foi melhor português na quinta-feira, Bruno Magalhães (Hyundai i20), André Villas-Boas (Citroen C3), Paulo Neto (Skoda Fábia) e Hélder Miranda (Renault Clio).

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