“A mesma pergunta de sempre...domingo é domingo, hoje é sábado”, afirmou o chefe de Estado, questionado pelos jornalistas se iria entregar, como é habitual, a Taça de Portugal ao vencedor do jogo, no final de uma conferência organizada por um movimento cívico de reflexão, em Cascais.

Questionado se ouviu o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, dizer que estaria ausente do Jamor e se tal influenciaria a sua decisão, Marcelo Rebelo de Sousa apenas disse: “Não vale a pena pôr o carro à frente dos bois, nem haver nenhum stress específico, domingo é domingo”.

“Eu percebo a vossa curiosidade, mas domingo é domingo, deve tratar-se com naturalidade aquilo que é natural”, acrescentou.

O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, afirmou hoje que não vai ao Jamor assistir à final da Taça de Portugal de futebol, com o Desportivo das Aves, por não estarem reunidas as condições necessárias.

“Não, não vou ao Jamor. Não acho que estejam criadas as condições para ir ao Jamor. Não mereço o que se está a passar, não mereço, mas pelo Sporting, pela festa, não vou ao Jamor. Não vou com muita mágoa, pena e frustração”, afirmou Bruno de Carvalho, em conferência de imprensa no Estádio José Alvalade, em Lisboa.

O ambiente de crise no Sporting agudizou-se na terça-feira, antes do primeiro treino para a final da Taça de Portugal, quando a equipa de futebol foi atacada na Academia de Alcochete por um grupo de cerca de 50 alegados adeptos encapuzados, que agrediram técnicos e jogadores. A GNR deteve 23 dos atacantes, que foram já presentes ao juiz do Tribunal do Barreiro e que devem conhecer as medidas de coação no domingo ou na segunda-feira.

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