Ao longo das últimas 48 horas, cada equipa pôs as suas cartas na mesa, alinhando-se de oeste a leste e a procurar o rumo certo, para encontrar ventos estáveis  e favoráveis que os vão levar para norte, os alísios.

O Sun Hung Kai / Scallywag era o barco mais a oeste, posicionando-se a cerca de 200 milhas da costa brasileira.

Quarenta milhas mais a leste, e no mesmo paralelo, o Turn the Tide on Plastic é o barco mais a oriente, e deposita as suas esperanças em ser o primeiro a entrar nos alísios, o que deve acontecer nas próximas 24 horas.

Pelo meio, e com uma pequena vantagem, um pouco mais a norte do que os seus rivais, o Vestas 11 Hour Racing roubou ao Turn the Tide on Plastic o primeiro lugar na atualização das 13:00 UTC.

A skipper Dee Caffari, disse que estava disposta a perder algum avanço, temporariamente, para garantir uma melhor posição quando entrar no vento.

"Ontem foi tudo sobre perdas a curto prazo, para ganhos a longo prazo", disse ela. “Isto é o que eu estava a dizer à tripulação quando avançamos para  leste, enquanto foi fácil ganhar milhas nessa direção”.

“Hoje estamos a lidar com uma sequência de nuvens de chuva, a fazer o melhor que podemos. Alguns têm uma refrega e outros apenas um aumento na pressão. Esperamos que esta última opção seja apenas para nós, e assim podermos acelerar e ganhar vantagem sobre os nossos concorrentes, enquanto eles estiverem nas nuvens. Dedos cruzados por alguma sorte nas nuvens que encontramos nesta perna. Acreditamos, com exceção da lotaria das nuvem, que  nós a estibordo temos a melhor posição por muito tempo”.

Simeon Tienpont, e o AkzoNobel, foram uma das equipas que conseguiu beneficiar de das nuvens, superando o Team Brunel e o Scallywag durante a noite.

"A grande diferença é como passamos as nuvens", disse Chris Nicholson, do AkzoNobel. “Aumentamos bastante a nossa vantagem em relação ao Vestas e ao MAPFRE, e perdemos tudo numa nuvem. Em linha reta e com o mesmo vento, não há muita diferença entre as equipas - o fator decisivo é atravessar as nuvens”.

Entretanto, no Team Brunel, o foco já está na iminente travessia do equador, pela quarta vez nesta edição.

A tradição marítima, dita que aqueles que ainda não cruzaram o equador devem fazer uma oferta ao Rei Neptuno.

A única estreante no Brunel nesta etapa, é uma medalhada de prata olímpica, a australiana Nina Curtis - e a equipa já está a preparar a cerimónia.

“A Nina anda um pouco preocupada com a visita do Rei Neptuno, mesmo que ainda esteja a uns dias de distância", disse Bouwe Bekking, do Brunel. “O pessoal adora assustá-la. Vamo-nos certificar de que ela não fica sem o cabelo todo ...".

As próximas 24 horas são cruciais para o resultado da etapa, que o tracker foi mantido em tempo real, dando aos fãs as informações sobre a posição dos barcos constantemente.

8ª etapa - Classificação às 16:30 UTC - 26 de abril de 2018

  1. Turn the Tide on Plastic (Dee Caffari) - 4278,32 milhas para o final
  2. Vestas 11th Hour Racing (Charlie Enright) + 1,54 milhas
  3. Dongfeng (Charles Caudrelier) + 4,20 milhas
  4. MAPFRE (Xabi Fernandez) + 5,98 milhas
  5. AkzoNobel (Simeon Tienpont) + 7,76 milhas
  6. Brunel (Bouwe Bekking) + 11,56 milhas
  7. 7. Sun Hung Kai/Scallywag (David Witt) + 14,43 milhas

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