O incentivo terá um duplo objetivo: acabar com o uso industrial de solos urbanos e contribuir para a ocupação de novos lotes que vão ser disponibilizados em Taboeira, procurando garantir o sucesso da ampliação e requalificação daquela zona industrial.

A freguesia de Aradas é a principal visada pela nova política camarária de fomento à deslocalização industrial, já que naquela freguesia, em áreas que fazem já parte da malha urbana da cidade, várias fábricas coabitam com habitações, na maioria empresas cerâmicas e algumas sem terem sequer licenciamento, apesar de laborarem há várias décadas.

Sobre o incentivo a criar para os empresários tomarem a opção de migrar para os novos espaços industriais ainda pouco é conhecido, mas o presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves, admite que possam ser criadas condições de “valor garantido urbano” em sede de regulamento do Plano Diretor Municipal (PDM), que está em processo de revisão.

Na prática, uma empresa detentora de um terreno na área urbana, onde tem uma fábrica a laborar, se decidir mudar-se para as Áreas de Atividades Económicas (zonas industriais) terá garantias de viabilidade de construção no espaço que deixa devoluto, caso o destino a dar seja habitacional ou de serviços.

A criação do incentivo municipal à deslocalização de antigas fábricas que perduram no meio urbano está a ser trabalhada a par do processo de ampliação da Zona Industrial de Taboeira, cuja consulta pública decorre até ao dia 25.

A Câmara de Aveiro está a preparar uma operação de reparcelamento da propriedade em Taboeira, promovendo o agrupamento de terrenos para posterior divisão em unidades prediais mais adequadas, em cooperação com os proprietários.

O plano de investimento na ampliação e modernização daquela zona industrial prevê, entre outras ações, a qualificação do espaço público e promoção da intermodalidade, com o reordenamento de percursos e vias, além da qualificação urbanística da Rua dos Ervideiros e nova sinalética informativa.

De acordo com o calendário definido, em maio deverá estar pronto o projeto da intervenção urbanística e em junho a delimitação da operação de reparcelamento, mês em que deverá ser submetida a candidatura a financiamento do programa Centro 2020.

Atualmente estão localizadas na Área de Atividades Económicas Aveiro Norte 45% das 200 maiores empresas do distrito, que representam 41% do volume de negócios e 19% da população empregada.

Segundo dados avançados pela autarquia, só as 33 empresas mais exportadoras da AAE Aveiro Norte representam 6,9% do total de exportações da Região centro.

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