Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2018, Forero considerou que os ganhos conseguidos com essa venda revelam que o banco é prudente e tinha esses empréstimos bem provisionados.

Este ano, o BPI tem previsto vender mais carteiras de crédito, acrescentou, mas sem dar pormenores.

No final do ano passado vários bancos fizeram vendas de carteiras de crédito, tendo sido a maior – das comunicadas ao mercado - a do Novo Banco, que alienou a fundos de investimento 102 mil contratos no valor de 2.150 milhões de euros.

À margem de uma conferência, em meados de janeiro, o presidente do Novo Banco, António Ramalho, disse que essa venda de crédito malparado foi registada nas contas de 2018 e que teve “um prejuízo inferior a 6%”.

Já a Caixa Económica Montepio Geral vendeu 10 mil contratos no valor de 239 milhões de euros a uma empresa da Irlanda, não se sabendo o impacto nas suas contas.

Os bancos vendem a carteira de crédito malparado para melhorar o seu balanço. Contudo, esta medida pode ter um impacto negativo nos resultados caso haja necessidade de suprir a diferença a que os créditos estão registados no balanço e o valor a que são vendidos.

Em 29 de janeiro, o Banco de Portugal divulgou que o total de empréstimos concedidos pelos bancos às famílias e às empresas caiu 1,94% em dezembro para 194.602 milhões de euros face ao mês homólogo, justificando que as variações são "em grande parte explicadas por operações de vendas de carteiras de crédito" que os bancos fizeram.

O BPI apresentou hoje os resultados de 2018, em que teve lucros de 490,6 milhões de euros, bem acima do resultado de 10,2 milhões de euros registado em 2017.

A atividade em Portugal contribuiu com 396,3 milhões de euros (dos quais 218,3 milhões recorrentes, que excluem vendas de ativos), enquanto a contribuição do BFA foi de 73,2 milhões de euros e a da operação em Moçambique (BCI) de 20,5 milhões de euros.
Atualmente, o BPI é detido em 100% pelo grupo espanhol CaixaBank.

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