“O impacto de uma possível perda de acesso ao mercado único vai fazer-se sentir bem antes de o processo (de saída da UE) estar concluído”, havendo “um período necessário para ajustar as nossas atividades”, declarou Flint numa audição no parlamento britânico.

O Governo britânico prometeu ativar o artigo 50 do Tratado de Lisboa (que lança o processo negocial para a saída da UE) até março.

“Vamos adotar ações preventivas com o objetivo de assegurar que temos a capacidade de continuar a oferecer os serviços que oferecemos hoje”, adiantou o presidente do HSBC.

Para isso será necessária a “deslocação de atividades (…) para França, Irlanda, Holanda ou qualquer outro país da Europa onde estejamos a operar”, afirmou, acrescentando que podem estar em causa mil empregos.

O setor financeiro britânico receia que a saída do Reino Unido da UE acabe com a possibilidade de venda dos seus produtos e serviços em toda a Europa estando estabelecido em Londres.

A Associação de Banqueiros Britânica afirmou em outubro que os bancos internacionais instalados no Reino Unido estão preparados para transferir algumas das suas atividades no início de 2017.

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