“Se o Conselho [de Administração] tivesse querido dizer que a mudança era temporária tê-lo-ia dito, e não disse nada a esse respeito”, afirmou o presidente executivo do CaixaBank, Gonzalo Gortázar, em conferência de imprensa de apresentação dos resultados do terceiro trimestre de 2017, que se realizou, pela primeira vez, em Valência.

O banco decidiu em 6 de outubro último mudar a sua sede para fora da Catalunha devido à situação de instabilidade política na região.

“Tomámos a decisão por questões exclusivamente técnicas e para proteger os interesses dos clientes”, repetiu várias vezes Gortázar, que reconheceu a “falta de tranquilidade” existente na Catalunha.

A nova sede social e fiscal em Valência implica que o banco passa a realizar nesta cidade as reuniões ordinárias do Conselho de Administração, assim como as assembleias gerais de acionistas e a apresentação de resultados.

Os serviços centrais do grupo mantêm-se em Barcelona e não se prevê “outro tipo de mudanças com relevância operacional”.

“Mantenho a quase totalidade da minha conta [bancária] pessoal em Barcelona e não penso mudá-la para Valência ou Madrid”, confidenciou Gonzalo Gortázar.

O presidente executivo admite que o boicote pedido por algumas forças separatistas contra as empresas que mudaram a sua sede para fora da Catalunha “não ajuda, principalmente por causa da convivência” entre pessoas, na região.

“Não é relevante para a entidade [bancária], mas sim para os nossos empregados, tornando as coisas mais difíceis”, disse Gortázar, acrescentando que o banco tem “liquidez e solidez” suficientes para continuar a servir sem problema todos os clientes, e também os que estão em Portugal.

O CaixaBank apresentou lucros de 1.488 milhões de euros nos primeiros nove mesos de 2017, tendo aumentado em 53,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, com o banco português a contribuir com 180 milhões para esse resultado.

Em informação enviada hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhol, a empresa explica que obteve o maior benefício trimestral da sua história, de 649 milhões de junho a setembro, o que significa um aumento de 48,7% em relação ao trimestre anterior.

A contribuição do BPI foi de 103 milhões de euros para o trimestre e de 180 milhões de euros desde a sua integração no banco espanhol em fevereiro de 2017.

“A evolução até setembro fica marcada pela consolidação através da integração global dos resultados do BPI desde fevereiro”, considera o CaixaBank.

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