O CCB irá lançar este ano o concurso para a construção e concessão dos novos módulos daquele equipamento, previstos no projeto original (dos arquitetos Vittorio Gregotti e Manuel Salgado, de 1989) que vão acolher um hotel e uma galeria comercial. “Empenhei-me ao máximo, durante este ano que passou [tomou posse há cerca um ano], a que tivesse toda a parte formal, legal, relativa a certidões e a posses de terreno, resolvida, de modo a que o concurso pudesse agora avançar, sobretudo numa conjuntura que me parece francamente favorável no turismo”, afirmou hoje Elísio Summavielle, em declarações à Lusa, acrescentando que “faz falta” na zona de Belém “uma unidade grande, de prestígio”.

O responsável defendeu que a instalação do hotel, que deverá ter 120/150 quartos, e de uma galeria comercial “vai permitir ao CCB ter um rendimento que pode contribuir muito decisivamente para a sua própria sustentabilidade e para melhorar o seu programa cultural”.

Neste momento, adiantou Elísio Summavielle, está a ser preparado o Pedido de Informação Prévia (PIP) a ser entregue à Câmara Municipal de Lisboa (CML) e à Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), “uma vez que o CCB é um edifício classificado como monumento de interesse público”.

“Uma vez aprovado o PIP – que queria que estivesse na CML e na DGPC até à primavera - iremos lançar o concurso para a concessão e construção desses equipamentos”, disse. O objetivo é lançar o concurso este ano, “de modo a quem, em 2018, que coincide com as bodas de prata, os 25 anos, da Fundação CCB, fosse lançada a primeira pedra”.

Numa entrevista ao jornal Público, publicada a 05 de janeiro, questionado sobre se vai arranjar dinheiro, nomeadamente investimento privado, Summavielle salientou que isso será definido nos termos do concurso.

“Estou já a negociar com a câmara [de Lisboa] e a envolver a Associação de Turismo de Lisboa neste processo. Muito em breve terei reuniões com as Finanças no sentido de saber qual é a fórmula adequada para o concurso, mas tudo me leva a crer que o investidor investirá na construção. Será, portanto, um contrato de concessão, construção e exploração”, revelou.

O presidente do CCB referiu que ainda não há “interessados diretamente”, mas adiantou que “já houve pelo menos um ou dois privados que sondaram”.

O abandono do anterior projeto para o eixo Belém-Ajuda, centrado no CCB, levou à demissão do ex-presidente da instituição António Lamas, e à sua substituição pelo antigo diretor-geral do Património Cultural e ex-secretário de Estado da Cultura Elísio Summavielle, durante a gestão de João Soares como ministro da Cultura.

Em causa, na discordância entre o Governo e a direção de Lamas no CCB, estava o "não envolvimento no projeto da Câmara Municipal de Lisboa”, apontada pelo Executivo como “um parceiro privilegiado em qualquer modelo de gestão", como se lia no comunicado do Conselho de Ministros, que extinguiu a missão.

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