A informação recebida diz respeito às atas do Conselho de Administração do banco central, bem como a informação relativa a auditorias e inspeções, ou avisos e circulares referentes a processos de concessão de crédito, risco e auditoria.

A exceção são documentos que pertencem também ao Banco Central Europeu (BCE) e que necessitam da autorização deste para serem divulgados, explicou Luís Leite Ramos.

Na última semana, a comissão continuou a receber informação requerida ao Banco de Portugal e CGD, o que está a adiar o início das audições.

A informação proveniente do Banco de Portugal junta-se assim às 19 mil páginas em análise por parte da comissão, sobretudo provenientes da Caixa Geral de Depósitos.

O recebimento desta informação forçou o adiamento do começo das audiências à EY, que estavam marcadas para dia 12 de março.

Recorde-se que a comissão requereu informação relativa a atas de conselhos de crédito e direção de risco da Caixa, bem como documentação do Conselho de Administração do banco público.

De acordo com a edição de hoje do jornal Público, alguma da informação encontra-se rasurada, sobretudo a que está relacionada com operações de crédito que não as 25 mais dolosas identificadas pela auditora EY, o que está a gerar discórdia entre a CGD e a comissão parlamentar.

Para além desta documentação pedida à CGD, foi pedida informação à EY, bem como ao Conselho de Administração do Banco de Portugal, que hoje chegou à comissão.

Assim, o arranque das audições poderá ter início na sexta-feira da próxima semana, dia 22 de março, ou na segunda-feira da semana seguinte, dia 26, de acordo com o presidente da comissão.

O relator da comissão será o deputado João Almeida, do CDS-PP.

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