Entre 2017 e 2018 registou-se uma melhoria de 1.988,6 milhões de euros nos resultados dos cinco maiores a operar em Portugal, de 1.613,5 milhões negativos para 375,1 positivos, de acordo com cálculos feitos pela agência Lusa.

O número é sobretudo alicerçado nos lucros do BPI e da CGD, e penalizado pelos prejuízos do Novo Banco.

A instituição liderada por António Ramalho foi o único dos cinco maiores bancos a dar prejuízo, que totalizou 1.412,6 milhões de euros em 2018.

As contas de 2017 foram também atualizadas, já que o Novo Banco revelou, na sua apresentação de resultados de 2018, que contabilizou os prejuízos de 2017 em 2.298 milhões de euros, e não nos 1.395 milhões apresentados anteriormente.

Sem os números do Novo Banco, os bancos Santander Totta, BPI, BCP e Caixa Geral de Depósitos fecharam o ano com um lucro agregado de 1.787,7 milhões de euros.

Em 2018, o BPI, detido na totalidade pelo espanhol CaixaBank, aumentou substancialmente os lucros, em 480,4 milhões de euros, passando de 10,2 milhões em 2017 para os 490,6 milhões em 2018.

Já a CGD, detida pelo Estado português, também registou um aumento acentuado, passando de um lucro 51,9 milhões de euros em 2017 para 496 milhões de euros em 2018, uma melhoria de 444,1 milhões.

O BCP, detido em 27,1% pela chinesa Fosun, registou uma subida menos acentuada em termos nominais, com o banco liderado por Miguel Maya a passar de 186,4 milhões de euros em 2017 para 301,1 milhões em 2018, um aumento de 114,7 milhões de euros.

Já a filial do espanhol Santander em Portugal registou a menor subida nos lucros, com um aumento de 64 milhões de euros em 2018, devido ao resultado operacional positivo de 500 milhões de euros no ano passado, contrastantes com os 436 de 2017.

Em 2016, o saldo acumulado dos cinco bancos tinha sido negativo, com os prejuízos da CGD, de 1.859 milhões de euros, e do Novo Banco, de 788,3 milhões, a não acompanharem os lucros de 395,5 milhões de euros do Santander Totta, de 313,2 milhões do BPI e de 23,9 milhões do BCP.

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