Em comunicado, a associação indicou que via com “elevada preocupação os resultados do inquérito”, realizado entre quarta e quinta-feira.

“Apesar de mais de metade das empresas referirem não sentirem ainda um impacto negativo na sua atividade, são já cerca de um quinto as que mencionam um impacto negativo significativo ou muito significativo”, salientou a AEP.

No que diz respeito às perspetivas futuras, os empresários mostram-se “muito apreensivos, com praticamente metade a considerar que vai sofrer um impacto negativo, de forma significativa ou muito significativa, na sua atividade, e apenas 5% a considerar que não esperam ter qualquer impacto negativo”, sublinhou a AEP.

Segundo a associação, os principais obstáculos apontados pelos empresários são “as dificuldades de abastecimento no exterior, em particular de matérias-primas (sobretudo provenientes da China e de Itália), mas também de produtos”, além da “redução de encomendas”, e do “cancelamento ou adiamento de eventos internacionais”.

As empresas também estão preocupadas com “as dificuldades de viagens, o fecho de fábricas de tecnologia e, de um modo mais transversal, a situação de abrandamento económico”, segundo os resultados do inquérito.

As inquiridas registam ainda “dificuldades na chegada aos aeroportos nacionais, nomeadamente no regresso de colaboradores que participam em eventos no exterior, que se traduzem na falta de acompanhamento em termos de medidas de precaução/contenção e falta de informação sobre que medidas adotar”, de acordo com a AEP.

As empresas que participaram no inquérito atuam em vários setores de atividade, indicou a instituição, sem detalhar.

O inquérito também apurou impactos positivos, nomeadamente em empresas ligadas à saúde, como os fabricantes de desinfetantes para exportação, que sentem uma grande procura, e também companhias que estão a ser beneficiadas pela situação na China, que não está a fornecer os seus clientes.

A associação revelou também que se registam, “até ao momento, quatro adiamentos de feiras internacionais em que a AEP estaria presente com participações coletivas de empresas nacionais”, três na Ásia e uma na Europa.

“A presença numa economia global origina efeitos inevitáveis sempre que ocorrem fenómenos desta natureza e dimensão, pelo que a AEP aconselha as empresas portuguesas a definirem planos de contingência”, salientou a associação, recomendando a aplicação de “regras específicas” a cada atividade e o cumprimento das recomendações emitidas pela Direção-Geral da Saúde.

Além disso, a associação apela para que as empresas estejam atentas às informações prestadas pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças e pela Organização Mundial da Saúde.

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