Em comunicado hoje enviado à Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM), a CP justifica esta evolução dos resultados líquidos com “o reconhecimento, em 2015, do impacto líquido negativo, de cerca de 85 milhões de euros, do acordo de referência para a venda da CP Carga e de responsabilidades passadas decorrentes da consideração dos abonos variáveis no conceito de remuneração usado para cálculo da retribuição de férias e subsídio de férias, no valor de 27 milhões de euros”.

A CP sublinha que, sem estes efeitos, “o resultado líquido apresentaria uma melhoria de cerca de 13%”.

Quanto ao EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), “manteve-se positivo em 344 milhares de euros, tendo o crescimento dos proveitos de tráfego compensado parcialmente a redução das vendas e serviços prestados à ex-CP Carga (Medway), na sequência da sua privatização”.

No relatório, a CP indica que “prosseguiu em 2016 a tendência de crescimento continuado que se verifica desde final de 2013″: no ano passado, foram transportados cerca de 115 milhões de passageiros (um acréscimo de 2,5%).

Numa análise por serviços, a CP reportou “importantes acréscimos” nos percursos urbanos de Lisboa e do Porto, destacando o crescimento do longo curso, que aumentou 9,4% face ao ano anterior.

A CP refere também que, apesar de não ter havido aumento dos tarifários, os proveitos de tráfego aumentaram 4,4% em relação a 2015, ultrapassando os 230 milhões de euros.

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