Em comunicado, o Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou hoje que “a remuneração bruta mensal média por trabalhador (posto de trabalho) aumentou 5,1% no trimestre terminado em junho (2.º trimestre) de 2021, em relação ao mesmo período de 2020, para 1.395 euros”.

De acordo com a instituição, “a componente regular daquela remuneração aumentou 4,6% e a remuneração base subiu 4,2%, atingindo, respetivamente, 1.112 e 1.046 euros”.

O instituto detalhou ainda que estes resultados “dizem respeito a cerca 4,2 milhões de postos de trabalho, de beneficiários da Segurança Social e subscritores da Caixa Geral de Aposentações”.

De acordo com o mesmo comunicado, “a dinâmica recente das remunerações médias no trimestre terminado em junho de 2021 foi influenciada pela diminuição significativa do recurso ao regime de ‘lay-off’ simplificado pelas empresas e consequente recuperação salarial para os trabalhadores abrangidos”.

Assim, em junho, apenas 2,9% do total de empresas tinham trabalhadores em regime de ‘lay-off’ simplificado (16,7% março), abrangendo 4,0% do total de trabalhadores (32,9% em março)”.

Recuando a junho de 2020, “26,7% das empresas tinham trabalhadores naquele regime, abrangendo 48,9% do total de trabalhadores”, concluiu o INE.

Segmentando por atividade económica, o INE revelou que, em junho de 2021, a remuneração total oscilou entre 844 euros, nas atividades de agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca e 3.051 euros, nas atividades da eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio.

Por outro lado, no mesmo período, “a remuneração total variou entre 850 euros, nas empresas no escalão de um a quatro trabalhadores, e 1.788 euros, nas empresas com 250 a 499 trabalhadores”, indicou o instituto.

Na informação hoje divulgada, o INE concluiu ainda que no setor institucional das Administrações Públicas (AP) “observou-se um aumento homólogo da remuneração total de 0,5%, passando de 2.136 euros em junho de 2020 para 2.146 euros em junho de 2021”.

Já no setor privado, “a remuneração total registou uma variação homóloga muito superior à do setor das AP (6,9% vs. 0,5%), passando de 1.155 euros em junho de 2020 para 1.234 euros em junho de 2021”, sendo que “esta diferente dinâmica refletirá, em grande medida, a aplicação do regime ‘lay-off’ simplificado ao setor privado”.

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