De acordo com o Banco de Portugal (BdP), após ter atingido valores recorde em outubro e novembro, em dezembro a dívida pública contraiu-se, mas no conjunto do ano 2018 aumentou 2,1 mil milhões de euros, face a 2017.

De acordo com o BdP, para este aumento contribuiu o acréscimo dos títulos de dívida (de 7,2 mil milhões de euros) e dos certificados do Tesouro (de 1,4 mil milhões de euros).

“Estas variações foram em parte compensadas pelo reembolso antecipado do remanescente dos empréstimos concedidos pelo Fundo Monetário Internacional [FMI] no âmbito do Programa de Assistência Económica e Financeira no montante de 5,5 mil milhões de euros”, refere a instituição.

Os ativos em depósitos das administrações públicas diminuíram, por sua vez, 3,2 mil milhões de euros em 2018, pelo que a dívida pública líquida de depósitos registou um acréscimo de 5,3 mil milhões de euros em relação ao ano anterior, totalizando 228,3 mil milhões de euros.

O ministro das Finanças, Mário Centeno anunciou em 10 de dezembro que Portugal concretizou o pagamento do total da dívida ao FMI, com a liquidação de 4,7 mil milhões de euros.

Mário Centeno disse, na altura, que o pagamento total do empréstimo ao FMI ascende a 28 mil milhões de euros, estimando que as poupanças com o pagamento antecipado do que faltava, de 4,7 mil milhões, totalizam cerca de 100 milhões de euros.

No total, as poupanças acumuladas ao longo dos últimos dois anos serão de 1,16 mil milhões de euros, adiantou Centeno.

O ministro afirmou ainda que o Governo mantém os objetivos para 2018 e 2019 de redução do rácio da dívida no Produto Interno Bruto (PIB) para 121,2% e 118,5%, respetivamente.

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