Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017 o setor da agropecuária cresceu 13%, serviços registaram ganhos de 0,3%, e a indústria terminou o período sem alta ou recuo (0,0%).

No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro totalizou 6,6 biliões de reais (cerca de 1,6 biliões de euros).

A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, explicou que o resultado positivo foi puxado pelo bom desempenho da agricultura, com destaque para a produção de milho, que cresceu 55,2%, e a de soja, cujo crescimento foi de 19,4%.

“Apesar do peso relativo menor, a colheita recorde representou a principal contribuição para o resultado positivo do PIB no ano”, explicou Rebeca Palis.

Os serviços, que detêm o maior peso na composição do PIB, tiveram uma variação positiva de 0,3%, influenciados pelo crescimento do comércio (1,8%) e das atividades imobiliárias (1,1%).

Já a indústria, que em geral permaneceu estável na passagem de 2016 para 2017, teve como destaque o crescimento das indústrias extrativas (4,3%) e de transformação (1,8%). O destaque negativo do setor foi na indústria da construção, que recuou 5%.

Também contribuiu para o bom resultado obtido pela economia brasileira no ano passado o volume dos impostos sobre produtos e serviços e a taxa de poupança, que apresentou uma recuperação, passando de 13,9% em 2016 para 14,8% em 2017.

A taxa de investimento no Brasil em 2017 foi de 15,6% do PIB, abaixo do observado no ano anterior (16,1%).

Na análise da procura interna, o órgão de pesquisas do Governo brasileiro indicou que a formação bruta de capital fixo recuou 1,8%, puxada pela queda da Construção, e a despesa do consumo do Governo, que caiu 0,6%”.

Já a despesa de consumo das famílias cresceu 1% em relação ao ano anterior (quando havia recuado 4,3%), o que, segundo o IBGE “pode ser explicado pelo comportamento dos indicadores de inflação, juros, crédito, emprego e renda no ano de 2017″.

No setor externo, as exportações brasileiras de bens e serviços cresceram 5,2% e as importações também subiram 5%.

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