"Falta estabilizar um banco, que não é sistémico mas é prioritário, que é a Caixa Económica Montepio Geral", afirmou Elisa Ferreira durante a audição no parlamento no âmbito da sua promoção a vice-governadora do banco central português.

A responsável também sublinhou que "falta terminar a venda" do Novo Banco, mostrando-se confiante na conclusão do processo, e considerando que o reforço da CGD, do BCP e do BPI estão concluídos.

De resto, Elisa Ferreira, disse aos deputados que integram a Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA) que, atualmente, "a grande diferença entre a banca portuguesa e a banca europeia são os ativos não produtivos [NPL]", que levam à necessidade de reconhecimento de elevadas imparidades, o que explica a diferença de rentabilidade face aos congéneres europeus.

"Daí a importância de ajudarmos a banca a fazer a limpeza desses ativos. O problema é dos acionistas, mas cabe-nos apoiar os bancos nesse processo", destacou Elisa Ferreira.

Segundo a administradora do Banco de Portugal, a entidade liderada por Carlos Costa, o Governo e a Unidade Capitalizar estão "a tentar criar o enquadramento mais adequado para que este processo corra com celeridade".

E acrescentou: "A banca está a estabilizar. Isso se deveu ao ‘board' de administradores, aos acionistas, e ao esforço coletivo de todos os supervisores".

Elisa Ferreira assinalou ainda que "o esforço que Portugal tem feito tem vindo a ser reconhecido" internacionalmente e lamentou que a construção da União Bancária não esteja ainda concluída.

"Não termos a União Bancária completa é um problema gravíssimo", vincou.

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