s preços do gasóleo e da gasolina deverão disparar na próxima semana, com subidas superiores a 14 e oito cêntimos por litro, respetivamente, acompanhando a subida das cotações dos produtos petrolíferos nos mercados internacionais, segundo fontes do setor.

Em comunicado, a FPT refere que vai pedir uma reunião de “urgência” com o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes, para discutir as medidas que podem ajudar o setor a mitigar os efeitos desta escalada do preço dos combustíveis.

“Para responder a um tempo de exceção, exige a FPT medidas de exceção que podem passar de forma imediata, urgente, pelo apoio financeiro para compensar a atual situação e/ou pela introdução de gasóleo profissional, pois essa solução eliminaria a carga tributária sobre o gasóleo, libertando liquidez para o exercício do serviço público de transporte em táxi”, defende a FPT.

A Federação Portuguesa do Táxi sublinha que o aumento, “que fixa historicamente o preço do gasóleo acima do preço da gasolina”, causará ainda problemas aos profissionais do táxi, uma vez que o sistema tarifário “não sofre alterações há mais de 13 anos”.

“Em simultâneo, a FPT vai renovar junto do secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor a necessidade de iniciar negociações para atualização do sistema tarifário”, é acrescentado a nota.

De acordo com os preços de referência da Entidade Nacional para o Mercado Energético (Ense), o preço médio do gasóleo simples é hoje de 1,754 euros por litro e, a partir de segunda-feira, deverá chegar perto dos 1,90 euros por litro nos postos de abastecimento em Portugal, enquanto o preço médio da gasolina 95 - atualmente em 1,795 euros por litro - atingirá os 1,88 euros por litro.

Assim, na próxima semana, o preço médio do gasóleo deverá ultrapassar o da gasolina 95 nos postos de abastecimento.

A invasão da Ucrânia pela Rússia acentuou a subida do preço do petróleo e seus derivados que já seguiam em alta, no âmbito de uma crise do setor energético, com o aumento dos receios de uma crise no fornecimento.

Por seu lado, a desvalorização continuada do euro face ao dólar, considerado ativo de refúgio, também pesa no agravamento dos preços.

O euro caiu hoje abaixo da barreira de 1,10 dólares pela primeira vez desde maio de 2020, com os investidores a protegerem-se das consequências da invasão russa da Ucrânia.

Entretanto, o secretário de Estado da Energia, João Galamba, anunciou hoje que haverá medidas para mitigar a subida dos combustíveis, mas considerou “impossível” anulá-los.

"Haverá medidas para mitigar o impacto da subida dos combustíveis, agora temos de ter uma coisa presente, que é, uma crise desta magnitude em todas as áreas dos combustíveis, obviamente não dá liberdade total ao Governo para anular o efeito negativo de uma crise”, disse João Galamba aos jornalistas, à margem de uma conferência promovida pelo jornal ‘online’ ECO sobre “A guerra na Europa e o choque energético”, onde tomou conhecimento da subida prevista nos preços dos combustíveis na próxima semana.

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