Numa mensagem aos trabalhadores da empresa, a que a Lusa teve acesso, Thierry Ligonnière explicou que, tendo em conta os impactos que a pandemia está a ter no tráfego aéreo, informou a Comissão de Trabalhadores e as organizações sindicais “da decisão da ANA de utilizar, a partir de 1 de fevereiro, a medida governamental de apoio à retoma da atividade, que está em vigor desde 15 de janeiro”.

De acordo com o gestor, “no primeiro mês de aplicação desta medida, que decorrerá até ao final de junho, haverá uma redução uniforme de 20% do tempo de trabalho a todas” as equipas, “com exceção das funções de direção (que serão mobilizadas a tempo inteiro para esta implementação) e dos trabalhadores com horários em escala (devido à dificuldade de organização e comunicação das escalas em tempo útil)”.

Thierry Ligonnière revelou ainda que “esta medida será reavaliada e alargada no mês seguinte, prevendo-se a sua aplicação às áreas operacionais (horários em escala)”.

O presidente da ANA informou também que a cada mês “as equipas de gestão vão avaliar as necessidades reais da empresa em termos de tempo de trabalho, a fim de definir os níveis de redução para todas as suas equipas, seja em horários regulares ou por turnos”, assegurando que a “lei permite que esta redução seja modulada em função das necessidades”.

”De acordo com os termos da lei, o impacto na remuneração é variável, entendendo-se que para os salários mais baixos (abaixo de três salários mínimos) o pagamento integral das horas não trabalhadas é assegurado pela empresa, que assume posteriormente a responsabilidade de obter a comparticipação do sistema de segurança social”, esclareceu Thierry Ligonnière.

“Com a situação sanitária a deteriorar-se, com indicadores epidemiológicos dos mais preocupantes a nível mundial, e com o tráfego aéreo próximo de zero devido às restrições à circulação, aumenta, entre todos nós, a apreensão sobre a situação da nossa empresa e as ações a implementar a curto prazo”, referiu o presidente da ANA, na mesma mensagem.

O gestor revelou ainda que “o encerramento das contas da empresa confirmou a perspetiva de um resultado fortemente negativo para o exercício financeiro de 2020, e uma redução significativa” da capacidade financeira do grupo e que “2021 avista-se difícil, entre uma situação económica tensa, às vezes crítica, para as empresas do setor, com endividamento muito elevado, e a esperança do início de uma normalização resultante das campanhas de vacinação”.

Em julho do ano passado, a ANA anunciou que iria avançar com “um plano de saídas voluntárias”, no âmbito do redimensionamento das suas equipas, por causa do impacto da covid-19, segundo uma mensagem do presidente da empresa.

“Perante uma crise que sabemos agora ser duradoura, é também necessário, desde já, um redimensionamento das nossas equipas. Assim, simultaneamente, pedi a cada Direção que identificasse as atuais necessidades para, em conjunto com a direção de Recursos Humanos, ser elaborado um plano de saídas voluntárias”, referiu Thierry Ligonnière, num ‘email’, enviado aos colaboradores, a que a Lusa teve acesso.

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