O ministro das Finanças, Rishi Sunak, explicou que, para além de garantir o pagamento de subsídio de doença aos infetados a partir do primeiro dia de ausência no emprego, este também vai ser acessível às pessoas que tenham de se auto isolar, mesmo antes de apresentar sintomas, podendo obter um atestado médico através do serviço telefónico do serviço nacional de saúde (NHS).

Para os trabalhadores independentes ou sem horário definido afetados pelo Covid-19, o Governo vai facilitar e acelerar o acesso a subsídios sociais, e para as pessoas vulneráveis vai ser criado um fundo que vai ser gerido pelas autarquias.

Para as empresas, foram anunciados apoios para aliviar os custos adicionais com subsídio de doença e ausência de trabalhadores e a quebra na procura.

“No total, as medidas extraordinárias que estabeleci hoje representam sete mil milhões de libras (oito mil milhões de euros) para apoiar empresas e pessoas vulneráveis, para apoiar o NHS e outros serviços públicos. Também vou criar um fundo de emergência de cinco mil milhões de libras (5,7 mil milhões de euros). para o que for preciso”, afirmou o ministro no parlamento.

Essas medidas juntam-se a incentivos fiscais no valor de 18 mil milhões de libras (20,5 mil milhões de euros) em várias áreas, acrescentou.

“Isto significa que estou a anunciar hoje, no total, um estímulo fiscal de 30 mil milhões de libras para apoiar o povo britânico, os trabalhadores britânicos e as empresas britânicas”, vincou Sunak.

De acordo com as previsões oficiais, publicadas hoje, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deverá atingir 1,1% em 2020, o mais baixo desde 2009, e 1,8% em 2021, mas as estimativas não têm em conta o impacto económico esperado.

O crescimento económico deverá cair para 1,5% in 2022 e 1,3% in 2024, enquanto que a inflação deverá aumentar para 1,4% em 2020 e 1,8% em 2021.

Outras medidas incluem a abolição do IVA sobre produtos sanitários para as mulheres, como pensos higiénicos, o congelamento pelo 10.º ano consecutivo do imposto sobre os combustíveis e redução de impostos para bares.

Em segundo plano ficou o programa de investimento público em infra-estruturas prometido pelo primeiro-ministro, Boris Johnson, para “nivelar” a economia nacional entre as diferentes regiões.

Sunak prometeu mais de 600 mil milhões de libras (686 mil milhões de euros) para melhorar as estradas, caminhos de ferro, a Internet de banda larga, a construção de habitações, cujo detalhe será dado a conhecer no outono.

Segundo o ministro, a estimativa oficial é que este programa de investimento público deverá providenciar um crescimento adicional de 0,5 pontos percentuais nos próximos cinco anos.