Os turistas alemães, franceses e britânicos, três dos maiores mercados emissores do turismo português de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), são adeptos de jantar fora nos locais de destino e preferem fazê-lo (47%, 46% e 44%, respetivamente) em locais “encantadores” ou “especiais”. A conclusão é do Global Travel Intentions da Visa (GTI), estudo que analisou mais de 12 mil viajantes, oriundos de 27 países.

Do documento extrai-se que os turistas alemães quando viajam para “fora de portas” gastam 1.152 euros em viagens, abaixo da média global de 1.465 euros, mas superior aos 1.052 euros gastos por viajantes britânicos por viagem ou dos 959 euros desembolsados por franceses, estes últimos em linha com a média europeia. Se olharmos a nível mundial, os mais gastadores no estrangeiro vêm da Arábia Saudita (4.300 euros), do Kuwait (2.530) e da China (2.400).

A gastronomia, compras, visitas culturais e entretenimento estão no topo do orçamento dos viajantes, refere o estudo que analisa as preferências turísticas em termos de pagamentos, consumo médio e as áreas de maior investimento durante as viagens no estrangeiro.

Apontando que a simples posse de dinheiro ou recurso à troca de moeda (câmbio) podem originar ansiedade e stress, o GTI conclui que os cartões constituem o método de pagamento preferido por franceses, britânicos e alemães com índices de 80%, 70% e 47%, respetivamente, ao efetuar pagamentos reservas e aquisição de voos, alojamento ou marcação de excursões.

Quando chegam ao destino (Portugal), apenas 9% dos cidadãos das “Terras de Sua Majestade” optam por dirigir-se a uma caixa ATM (multibanco) para levantar dinheiro. Franceses e alemães, ao invés, são mais abertos a recorrer ao “verde-código-verde” (26 e 33%, respetivamente).

Se o Global Travel Intentions mostra que os viajantes recorrem cada vez mais à tecnologia para planear as suas viagens e navegar nos seus destinos (em 2017, 83% usou tecnologia com esse fim), conclui igualmente que, embora os viajantes tenham usado cartões durante as férias, a maioria (77%) ainda preferiu ir à carteira buscar as notas para fazer compras.

No regresso a casa, 87% dos turistas fica com o dinheiro que sobrou da viagem no bolso. 29% troca pela sua moeda nacional, 59% guarda para uma próxima viagem, 24% gasta no próprio aeroporto em compras ou alimentação e apenas 4% mostra “coração” e doa a instituições/caixas de caridade.

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