"O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa recebeu, no Palácio de Belém, o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, que o inteirou dos mais recentes números e perspetivas para a economia portuguesa", lê-se numa nota divulgada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.

Segundo a mesma nota, o Presidente da República irá receber na terça-feira António Costa e Silva, professor universitário e gestor da petrolífera Partex, que elaborou as bases do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), "e, seguidamente, um a um, Filipe Santos, da Universidade Católica, Daniel Traça, da Nova SBE, e Clara Raposo, do ISEG".

Marcelo Rebelo de Sousa disse hoje aos jornalistas que nas próximas semanas irá ouvir "diretores das escolas de economia, economistas de várias escolas, de vários pensamentos" e mais tarde "gestores, empresários, responsáveis do mundo do trabalho", assim como o próprio Governo, no dia 16, sobre o PRR.

"A ideia é dar força àquilo que é uma tarefa coletiva, que do ponto de vista executivo compete ao Governo liderar, numa parte, com fundos do PRR, noutra parte com os fundos europeus anuais do quadro financeiro plurianual dos próximos anos, e depois o contributo de toda a sociedade portuguesa", enquadrou o chefe de Estado, defendendo que está em causa "um esforço conjunto".

Questionado se pretende influenciar o modo como as verbas europeias vão ser aplicadas em Portugal, o Presidente da República realçou que no dia 16 irá receber no Palácio de Belém uma equipa do Governo, encabeçada pelo ministro do Planeamento, Nelson de Souza.

Essa equipa irá "expor, naturalmente, como é que o Governo, que é quem lidera esse processo, vê o processo, quando se aproxima o instante em que Portugal apresentará à Comissão Europeia a versão definitiva do PRR", acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa insistiu na mensagem de que não basta "recuperar dos efeitos da pandemia" e que se tem de aproveitar esta oportunidade para "reconstruir virando para o futuro a economia e a sociedade portuguesa".

António Costa e Silva foi escolhido pelo primeiro-ministro, António Costa, para preparar um programa de recuperação económica e social do país até 2030, denominado "visão estratégica", apresentado no ano passado, que serviu de base ao PRR.

Em fevereiro deste ano, o Governo português colocou a versão preliminar e resumida do PRR em consulta pública, depois de ter apresentado um primeiro esboço à Comissão Europeia em outubro e de um processo de conversações com Bruxelas.

O PRR que Portugal apresentou para aceder às verbas comunitárias para fazer face às consequências da pandemia de covid-19 prevê 36 reformas e 77 investimentos nas áreas sociais, clima e digitalização, correspondentes a um total de 13,9 mil milhões de euros de subvenções.

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