Falando sobre a eletrificação da Linha do Minho, Pedro Marques assegurou que “ela está a avançar, já começou, ainda este mês esperamos adjudicar a empreitada de requalificação e eletrificação de todo o troço de Nine-Viana e esperamos ainda nos próximos anos concluir toda a eletrificação até à fronteira”.

“E ainda vamos este mês também consignar (…) a subestação em Viana, mostrando que o investimento na eletrificação da linha do Minho está mesmo no terreno e está mesmo para acontecer”, acrescentou.

O Ministro do Planeamento e das Infraestruturas falava durante a cerimónia de comemoração do 1.º centenário da inauguração da Estação Ferroviária de S. Bento, no Porto, onde foram apresentados pela Infraestruturas de Portugal os projetos futuros para aquele espaço e que implicam um investimento global de 6,5 milhões de euros por privados, incluindo projetos que já arrancaram este ano.

Em causa estão um novo espaço de alojamento local, um mercado de restauração e comércio e uma cafetaria que, disse Pedro Marques, reforçarão “o papel da estação de São Bento como núcleo central da atividade urbana e do desenvolvimento desta cidade”.

“Estes investimentos representam também mais um aspeto deste novo paradigma de mobilidade que temos vindo a implementar no nosso país. Um paradigma que aposta muito mais na ferrovia, como elemento nuclear da nossa mobilidade nacional, mas em particular da nossa mobilidade urbana”, realçou.

De acordo com o presidente do conselho de administração executivo da Infraestruturas de Portugal, António Laranjo, estes investimentos irão permitir criar 500 postos de trabalho diretos, “além de 1.600 postos de trabalho indiretos” e uma receita anual que se “prevê duplicar” na estação.

A Estação Ferroviária de São Bento, no Porto, classificada desde 1997 como Imóvel de Interesse Público e que se distingue pelos painéis de azulejo que decoram o átrio principal, assinala hoje os 100 anos da sua inauguração.

Da autoria do arquiteto José Marques da Silva, a estação ferroviária veio substituir um barracão de madeira, inaugurado em 1896, e resolver o descontentamento da população do Porto.

Este edifício, um dos principais monumentos da cidade, é célebre pelos seus painéis de azulejo, da autoria de Jorge Colaço, que representam uma cronologia dos meios de transporte utilizados pelo homem, mitos e quadros da história de Portugal, cenas de trabalho campestre e costumes etnográficos.

LIL // CC

Lusa/Fim

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