O Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas, Estabelecimentos Fabris e Empresas de Defesa (STEFFA’S) denuncia, em comunicado, que a empresa está, desde o final da semana passada, a “solicitar a vários trabalhadores a utilização de férias e descansos compensatórios”, alegando com “uma quebra já acentuada na produção, por falta de material e por adiamento/cancelamento de encomendas”.

“É uma solução injusta, pois são os trabalhadores a arcar com o prejuízo da redução de tempos reservados ao seu descanso ao lazer”, lê-se no comunicado.

O sindicato alegou ainda que, “a muito curto prazo”, a OGMA, SA poderá reunir as condições necessárias para poder recorrer ao mecanismo de ‘lay-off’ simplificado criado pelo Governo”, uma hipótese que “seria altamente lesiva para os interesses dos trabalhadores”, da empresa, do setor da Defesa Nacional e do tecido industrial do país.

Face à situação, o STEFFA’s escreveu ao ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, a pedir “uma intervenção com caráter de urgência”, da parte do “Estado, enquanto acionista da OGMA”.

O objetivo é que, “em articulação com a Administração da empresa”, todos os “trabalhadores não imprescindíveis” sejam colocados “em situação de licença remunerada a 100%, assegurando a manutenção de todos os postos de trabalho”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

O país encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

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