“Temos que estar todos preparados para um crescimento do número de insolvências nos próximos tempos”, afirmou Pedro Siza Vieira durante uma audição, esta manhã, na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação sobre as consequências económicas da pandemia de covid-19.

Apesar do ritmo de crescimento do desemprego ter abrandado em maio, sendo as perspetivas “menos más do que o figurado há um mês”, o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital admitiu que as empresas que já se encontravam em dificuldades antes da pandemia, e que, por não cumprirem os requisitos exigidos, ficaram à margem dos apoios disponibilizados, “possam chegar a uma situação de insolvência”.

“Tenho a convicção de que o ritmo de insolvências vai aumentar, é normal. Temos que estar preparados para amparar as situações sociais que resultam dessas insolvências e estimular a economia para evitar que mais empresas se coloquem nessa situação, dando-lhes capacidade para aliviar o esforço e responder a um mercado ainda bastante incerto”, afirmou Siza Vieira.

Segundo o ministro, as perspetivas iniciais do Governo quanto ao recurso ao ‘lay-off e à queda do produto interno bruto e do emprego apontavam para uma “abrangência maior” do que a que acabou por se registar.

Num contexto de grande incerteza económica, Pedro Siza Vieira considerou “absolutamente notável” que, ao longo dos últimos dois meses, a Agência para o Investimento e Comércio Externo (AICEP) tenha aprovado “sete novos investimentos estrangeiros” em Portugal.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 373 mil mortos e infetou mais de 6,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Cerca de 2,6 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.436 pessoas das 32.895 confirmadas como infetadas, e há 19.869 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

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