"O transporte marítimo tem um importante papel a cumprir no desenvolvimento do país. É um meio de transporte seguro, menos dispendioso e com menor consumo de energia, o que o torna mais benéfico para os negócios e para o meio ambiente. Por isso, o desenvolvimento de infraestruturas portuárias é considerado como vital para o futuro de Timor-Leste", disse Taur Matan Ruak.

Taur Matan Ruak falava hoje, em Tibar, a oeste de Díli, na cerimónia que marcou o arranque da construção do novo porto, que é o primeiro grande projeto em modelo de parceria público-privada e o maior projeto de infraestruturas de sempre em Timor-Leste.

"Estamos a dar um sinal a outros investidores, de que Timor-Leste é um local atrativo para a concretização de negócios", afirmou.

"Consideramos, por isso, que o lançamento da construção do novo porto na baía de Tibar, que hoje celebramos, é uma das maiores prioridades do nosso Governo para o setor infraestruturas e irá certamente tornar-se um marco fundamental no desenvolvimento de Timor-Leste", frisou ainda.

As obras, que têm um prazo de conclusão de três anos, deveriam ter começado em 2017, mas o arranque foi atrasado por várias questões relacionadas quer com o financiamento quer com a subcontratação.

O porto, disse o governante, permitirá melhorar não apenas as condições de movimento de mercadorias mas servirá como "polo de desenvolvimento benéfico para os negócios e para a criação de empregos", ajudando a impulsionar o crescimento da comunidade.

Para o chefe do Governo o porto permitirá que Timor-Leste possa, no futuro, ser um "interface regional para transportes de mercadorias e trânsitos de contentores, gerando assim rendimentos adicionais para o país".

Apesar dos potenciais benefícios Matan Ruak deixou um alerta para a necessidade de preservar "o grande valor ambiental" da Baía de Tibar.

Localizado a cerca de 10 quilómetros a oeste de Díli, na baía de Tibar, o projeto contou com a participação do IFC O porto terá uma capacidade inicial de 226 mil contentores (TEU), a qual será ampliada até uma capacidade para um milhão por ano, com um cais de 330 metros e outro de 300 metros, devendo as primeiras operações portuárias ser conduzidas já em 2020.

A primeira fase do projeto (construção, equipamento e operação do porto) está avaliada em 278,3 milhões de dólares (238 milhões de euros), com o Governo timorense a financiar com 129,45 milhões de dólares (110,7 milhões de euros), e o parceiro privado os restantes 148,85 milhões (127,3 milhões de euros).

Na segunda fase, já de exploração, a Bolloré prevê investir cerca de 211,7 milhões de dólares (181,1 milhões de euros), em grande parte provenientes das receitas da atividade portuária.

Intervindo na cerimónia de hoje Phillip Jullien e Cyrill Dumon, do grupo Bolloré, concessionária do projeto, destacaram a importância estratégica da infraestrutura que será o maior projeto da empresa na região da Ásia.

Na cerimónia participou ainda Kong Qi, vice-presidente diretor da China Harbour, empresa que a Bolloré contratou para a construção do projeto, que se comprometeu a criar mais de 500 empregos e a trabalhar com pequenas e médias empresas locais para o fornecimento de materiais e equipamentos para a obra.

ASP//PVJ

Lusa/Fim

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.