Na moção, divulgada hoje, o MURPI manifesta a sua solidariedade aos reformados e populações afetados pelo encerramento das estações de correios, bem como aos trabalhadores dos CTT, exigindo "respeito pelos seus direitos".

Reivindica ainda ao Governo "a tomada de medidas que garantam o serviço postal universal a toda a população e, nomeadamente, proceda à revogação imediata da privatização do CTT e retome o controlo público da empresa".

No documento, aprovado no seminário "Envelhecer com direitos, Políticas Sociais e de Saúde, que decorreu em Almada", os reformados lembram que muitos idosos recebem a sua pensão por vale de correio.

"Ao longo destes anos os CTT aumentaram as tarifas do correio normal em 47% e foram degradando a prestação do serviço ao atrasar a entrega do correio, aumentando os tempos de espera nas estações, adiando o pagamento dos vales de correio com as pensões aos reformados", sublinham.

O que "tem acontecido" é que "tem havido muitos atrasos" no pagamento das pensões por parte dos CTT", porque "na maior parte do país a distribuição deixou de ser diária, sendo, inclusive em zonas densamente povoadas, apenas semanal".

A situação é agora agravada com o fecho das estações que "vão obrigar os reformados a maiores deslocações para receberem a sua pensão".

"Perante este cenário e as medidas anunciadas e algumas já concretizadas não se encontra outra solução que não seja o resgate da concessão e a nacionalização dos CTT por forma a retomarem a sua função principal que é a prestação do serviço postal universal", defendem na moção.

Lembram ainda as manifestações de protesto que têm decorrido em diversos pontos do país, nomeadamente nos locais afetados pelos encerramentos de estações.

A Administração do CTT anunciou o encerramento de 22 estações de correio e dessas já concretizou o fecho de oito estações "sem qualquer aviso prévio", afirma o MURPI, sublinhando que "estes encerramentos acrescem aos cerca de 564 estações e postos dos CTT que foram encerrados desde 2009".

HN // ZO

Lusa/fim

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