Ora, eu acho que me portei bem este ano. Cumpri (quase) todas as obrigações que tinha, não falhei no trabalho, tentei ser bom namorado para quem quis namorar comigo, ajudei o meu filho nos seus projectos, dúvidas e trabalhos, e até resolvi os problemas informáticos da minha mãe.

Dito isto, venho então entregar-te uma listinha de cinco presentes que desejo para 2017. Deixei de fora os pedidos pessoais, que esses mando-te pelo WhatsApp mais em cima da hora, porque já sei que essas barbas brancas escondem uma memória pouco melhor que a minha. Também deixei de fora os pedidos óbvios, porque todos queremos saúde e família e amigos - e tu já sabes. Tentei um conjunto mais ou menos equilibrado de presentes que, sem preço ou mesmo impossíveis de comprar, só ao teu alcance podem estar. Cá vão…

Um. Um cheque-viagem, em versão looping, para Donald Trump se entreter nos próximos quatro anos a dar a volta consecutiva ao Mundo. Com direito a passeios na selva amazónica, na enorme savana africana, mergulhos no mar australiano, uma coisa mesmo com jeito. Como diz um amigo meu, “bem caprichadinho”.

Dois. Um convite a José Sócrates para a próxima edição da Casa dos Segredos. Três vantagens imediatas: recuperava audiências ao programa de que, pelos vistos, os portugueses se fartaram; deixava o senhor simultaneamente entretido e com protagonismo, coisas de que precisa como pão para a boca; e, acima de tudo, mantinha-se higienicamente longe da nossa vida política. Porque, acreditem, ele não vai desistir…

Três. Um programa televisivo de debate semanal entre Manuel Maria Carrilho, Bruno de Carvalho, Duarte Lima e José Sócrates. Basta imaginar o que poderia constituir.

Quatro. Um “voucher” em nome de Fernando Medina que lhe daria acesso a um apartamento no Saldanha, em Lisboa, durante um mês. Tinha uma pequena condição: ele seria obrigado a viver mesmo ali, usar e conduzir carro, ou em alternativa transportes públicos, e estava impedido de usufruir de qualquer mordomia resultante do seu cargo. Só para ver como elas doem a quem vive na cidade nos dias que correm. No fim, eu fazia-lhe uma entrevista sem “ses” nem “mas”. Era o acordo.

Cinco. Um desses suportes moderninhos que nos transportam para a realidade virtual. Precisava de umas centenas de milhares desses aparelhos, programados para recuar no tempo 75 anos. Oferecia cada um deles a um eleitor da cada vez mais popular direita europeia - e remetia o presenteado à primeira metade dos anos 40 (também podia ser a segunda metade dos anos 30). Gostava que todos aqueles que agora falam de alto e de cor de emigração, de emprego, de nacionalismos, sentissem na pele o que isso já foi e no que deu.

Com estes cinco presentes, querido Pai Natal, tenho a certeza de que 2017 seria, pelo menos, um ano mais divertido. Ou mais claro. Já não seria mau.

E o fim do ano continua vindo…

É um clássico das edições anuais que elegem Figuras do Ano: na semana que vem, dia 7, saberemos qual foi a escolha dos editores da revista norte-americana Time. Mas, entretanto, eles pedem a colaboração dos leitores, que podem fazer as suas escolhas, desde que sejam subscritores (gratuitos) da Newsletter da revista. Tudo claro aqui.

Já está à venda entre nós a edição especial da revista Wired, de antevisão de 2017 nas áreas da tecnologia e das tendências. Considerada uma bíblia deste sector, e inteligentemente pensada para juntar inovação e negócio, tem obviamente uma excelente edição digital - mas neste caso, com aquele aparato “colector’s edition”, talvez mereça os 10 euros que custa em papel…

Por falar em revistas: já se vende em Portugal - mas também está integralmente na net - a “Solar”, revista espanhola semestral independente sobre arte, moda, design, viagens, música e cultura. 300 páginas que não perdem em expressão na passagem pela rede e surpreendem nas ideias e na criatividade.

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