
O que respondeu o ChatGPT? Tomem nota: dividir a sociedade, amplificar conflitos, discriminar etnias, diminuir educação e formação, logo diminuir o pensamento crítico e promover mais capacidade de influência, quebrar laços comunitários, promover individualismo em vez de uma noção de comunidade, controlar a narrativa, limitar a liberdade de expressão (e isso não são insultos, ok?).
O que se pretende? Uma sociedade com menos capacidade de crítica e discursos alternativos, mergulhada no medo e no isolamento. Neste caminho de destruição, de acordo com a inteligência artificial, deveremos ainda considerar as questões da saúde pública, a promoção de hábitos pouco saudáveis, o uso excessivo de medicamentos, originando mais doenças e dependências.
A inteligência artificial, seja ChatGPT, seja o que for, não é mais inteligente do que o ser humano que a alimenta – ou talvez isto não seja verdade e não estejamos preparados para entregar os pontos enquanto seres humanos, mas essa é outra discussão – portanto, a pergunta que se impõe é: como é que olhamos para o mundo e conseguimos entender as forças de poder que pretendem aniquilar tanto que já foi conquistado e mantemos a nossa rotina diária?
Fazemo-lo porque a vida empurra. Três anos depois do início da guerra da Ucrânia, já não nos admiramos com nada. Banalizámos as imagens e os ataques. Fazemos o mesmo com o que se passa no Médio Oriente. Custa um bocadinho e depois seguimos na vida, na nossa vida. E não pensamos que, um dia, seremos nós as vítimas. E neste momento, com a noção de que a vida do papa Francisco é frágil e estará próxima do fim, a esperança diminui. Não para a comunidade católica global, mas para todos, porque Francisco tornou-se uma voz para muitos mais do que os católicos praticantes. Quem vier ocupar a cadeira de Pedro estará alinhado com que pensamento? Mais conservador? Menos progressista? Se assim for, o retrocesso será ainda maior. Perguntem ao ChatGPT, não há a menor dúvida de que sabe como nós, seres humanos, nos destruímos.
Comentários