Eu fui praxado à entrada da Universidade, na Tuna, no coral académico de Cantares Alentejanos e no próprio órgão que na faculdade geria e administrava a Praxe, o Magnum Praxis Concilii. E vivi cada momento.

Mais tarde, quando tive a oportunidade de comandar os destinos da Praxe, na qualidade de Rex da Universidade Internacional, explicava aos praxantes que a Praxe é uma simulação de autoridade entre quem finge que manda e quem finge que obedece.

Não há autoridade efetiva: há um jogo de permissões tácitas, movidas pela liberdade e por um companheirismo que se quer construir.

Como é bom de ver, nada disto é isento de riscos. Nenhuma atividade humana é. Porque há sempre quem não sabe usar a responsabilidade que tem em mãos, danificando a imagem dos demais.

Porém, vejamos: quando um ministro rouba, não é política, é corrupção; quando um atleta se droga, não é desporto, é doping; quando um trajado abusa, não é Praxe, é violência.

Termino com um Fra para todos e a admiração sincera de quem cresceu com a Praxe.

Paulo Colaço é profissional de comunicação, formador e consultor político. Antigo aluno da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e antigo Rex da Universidade Internacional.

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