A primeira autoestrada movida a energia solar foi inaugurada em França, numa pequena vila na Normandia,  Tourouvre au Perche, que reza a meteorologia não é especialmente bafejada pelo sol. Tem apenas um quilómetro de comprimento mas essa distância deverá ser suficiente para gerar energia para a iluminação de rua na vila. O problema maior é mesmo o preço, já que este quilómetro de protótipo custou nada menos de 5,2 milhões de euros.

O projecto foi implementado pela Colas, uma empresa de construção anglo-francesa, que está há cinco anos a trabalhar numa solução, a Wattway, já testada em parques de estacionamento mas nunca em estrada. Durante os próximos dois anos vai ser o desafio em Tourouvre au Perche: perceber se a estrada de painéis fotovoltaicos suporta o peso diário dos veículos que ali passam, por um lado, e por outro se consegue ser eficiente na produção de electricidade.

O custo é o maior problema em vários projetos que propõem soluções idênticas às da Wattway.

Em  2014, uma experiência semelhante foi realizada na Holanda, com uma via solar de 70 metros para bicicletas, nos arredores de Amsterdão. Custou 3 milhões de euros e no primeiro ano produziu 3,000 kilowatt-hora, o suficiente para uma casa de família média, o que é manifestamente pouco.

Também em 2014, a Solar Roadways, um projeto colocado na plataforma Indiegogo, angariou 2.2 milhões de dólares para melhorar o protótipo em desenvolvimento na altura e avançar para produção. Em 2016, a primeira instalação da Solar Roadways foi realizada no Missouri.

Para todos, o binómio custo / eficiência continua a ser o grande desafio.

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