O teste, que integra um programa financiado na totalidade pela Comissão Europeia, tem como finalidade o desenvolvimento da robótica espacial, e dotação de maior autonomia aos robôs espaciais, especialmente em ambientes mais agressivos, de acordo com a agência EFE.

O veículo de exploração, que utiliza quatro patas articuladas com rodas mais um braço mecânico, é um protótipo de laboratório, uma vez que ainda não está protegido contra a radiação à qual vai estar sujeito em Marte, nem contra temperaturas extremas, esclareceu o representante da empresa tecnologia espanhola que levou a cabo a operação, Jorge Ócon.

“O teste serviu para experimentar o software e poder introduzir os algoritmos necessários para dotar o robô de maior inteligência”, salientou.

O solo deserto do Saara, nesta parte de Marrocos, é constituído por terreno rochoso, com apenas alguns exemplares de arvoredo, devido às últimas chuvas na região.

A rugosidade da superfície torna-a mais semelhante à morfologia do solo de Marte.

O “Sherpa TT”, acompanhado por uma equipa de investigadores que trabalham no projeto, foi capaz de percorrer 360 metros, recolher imagens e objetos, obedecendo às ordens enviadas pelos técnicos através de rede móvel de Internet.

Jorge Ocón precisou que, no futuro, o veículo de exploração vai ter de ser capaz “de se organizar” de acordo com as tarefas pedidas, e dosear o tempo, além de saber desviar-se momentaneamente de objetos que estejam no caminho.

O representante da empresa calcula que o robô – que mede 2x2 metros e pesa cerca de 200 quilos – deverá chegar a Marte num prazo de dez anos.

Na altura, contudo, não deverá ser este veículo computorizado, mas um sucessor do “Sherpa TT”, devido aos testes que realizou hoje.

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