“Temos atividades com entidades e partidos políticos. Do ponto de vista da Google, temos uma visão muito objetiva”, afirmou Helena Martins, na conferência “Informação e Desinformação na Era Digital”, no parlamento, em Lisboa, referindo que a internet trouxe para a sociedade uma capacidade de divulgação de conteúdos que “ainda não tinha sido experienciada”.

De acordo com a responsável da Google, esta nova era traz alguns desafios no acesso à informação de qualidade.

“Quando falamos de desinformação, falamos de atores que tentam enganar a nossa tecnologia propositadamente, com o objetivo de criar discursos e esforços para enganar e confundir os usurários”, considerou.

Helena Martins salientou ainda que a empresa se baseia na relevância e credibilidade dos conteúdos, disponibilizando mais contexto aos utilizadores, havendo articulação entre a Google e os usuários.

As ‘fake news’, comummente conhecidas por notícias falsas, desinformação ou informação propositadamente falsificada com fins políticos ou outros, ganharam importância nas presidenciais dos Estados Unidos da América que elegeram Donald Trump, no referendo sobre o ‘Brexit’ no Reino Unido e nas presidenciais no Brasil, ganhas pelo candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro.

O Parlamento Europeu quer tentar travar este fenómeno nas Europeias de maio e, em 25 de outubro de 2018, aprovou uma resolução na qual defende medidas para reforçar a proteção dos dados pessoais nas redes sociais e combater a manipulação das eleições, após o escândalo do abuso de dados pessoais de milhões de cidadãos europeus.

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