A iniciativa “Young Masters of Games” (Jovens Mestres de Jogos) junta aos alunos portugueses outros oriundos da Finlândia, Espanha e Reino Unido e é coordenada pelo departamento de Ciências de Computação da The London Nautical School (Escola Náutica de Londres).

Entre o zumbido de ‘drones’, robôs que resolvem cubos de Rubik ou impressoras 3D feitas de peças fabricadas por outras impressoras 3D, Joaquim Magalhães, diretor do Agrupamento de Escolas de Frazão – Paços de Ferreira, disse à Lusa que “várias escolas europeias – desde as mais pequenas do primeiro ciclo, até ao secundário – estão a apostar neste tipo de linguagens, que “de facto vão ser muito úteis no futuro”.

As linguagens de programação utilizadas têm nomes como Python, Scratch, ou Tynker, e oferecem vantagens que se dividem entre a simplicidade de aprendizagem e facilidade de implementação, até porque são gratuitas, tanto ao nível do licenciamento para projetos, como de descarregamentos pela Internet.

Para Nevzat Yuksel, diretor de Ciências da Computação da The London Nautical School, o projeto marca também um certo romper com a tradição do ensino da programação informática, no sentido em que, como em qualquer linguagem, “quanto mais cedo se começa, mais fácil é aprender”.

“Basicamente, a programação ainda é ensinada de um modo teórico em salas de aula, mas ao adicionarmos algum ‘hardware’ tornamo-la mais excitante e desafiante para os alunos”, disse à Lusa.

Segundo o professor de Ciências de Computação, “o Python, como o Java, é uma linguagem muito comum na programação, porque é muito simples”, pelo que está “atualmente a ser lecionada em muitas escolas do Reino Unido e está a espalhar-se pela Europa muito rapidamente”.

“Em Inglaterra, começa a ser ensinado nas escolas primárias”, referiu.

Natural de Penafiel, Luís Ferreira, 17 anos, anda desde o 5.º ano interessado em programação. “Já construí robôs em Lego, autómatos programáveis e impressoras 3D”, diz à Lusa, esperando que os estudos em mecatrónica, “isto é, autómatos programáveis”, lhe permitam entrar numa área em que, “futuramente, dê para investir”.

“Aqui, estou a aprender outras formas de melhorar o que já construí e como continuar a evoluir sempre. Quero aplicar os meus conhecimentos de robótica e programação na indústria”, explicou.

Desta primeira sessão do “Young Masters of Games”, o diretor do Agrupamento de Escolas de Paços de Ferreira conclui sobretudo a emergência em ensinar cada vez mais cedo um tipo de linguagens que entende virem a ter um impacto cada vez mais direto no futuro profissional de alunos do 1.º ao 3.º ciclo.

“Isto permitiu-nos perceber que nós, enquanto escola, temos também de apostar nisso e temos de trazer estas iniciativas para Portugal”, considerou Joaquim Magalhães, louvando ainda as consequências indiretas que o projeto provocou nos alunos, desde “o desenvolvimento do pensamento e da linguagem, ao das áreas da ciência e tecnologia, da engenharia à matemática, ou o pensamento crítico”.

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