Um júri de um tribunal em São Francisco considerou que Ahmad Abouammo vendeu informações pessoais de utilizadores anónimos a Riad por dezenas de milhares de dólares.

O homem pode ser condenado a entre 10 e 20 anos de prisão por trabalhar para um governo estrangeiro, por lavagem de dinheiro, fraude e falsificação de documentos.

A sua sentença será definida posteriormente.

"As evidências mostraram que, por dinheiro e enquanto pensava fazê-lo de modo oculto, o réu vendeu a sua posição" a uma pessoa próxima da família real da Arábia Saudita, disse o procurador federal Colin Sampson ao júri na semana passada, após duas semanas de julgamento.

Várias ONGs acusam regularmente o regime saudita de espiar, sequestrar e torturar dissidentes, o que Riad nega.

Ahmad Abouammo foi preso em Seattle, em novembro de 2019, no âmbito de caso de espionagem que teve início em 2014 e tem ainda outro acusado, o saudita Ali Alzabarah, também ex-funcionário do Twitter, que fugiu dos EUA.

Segundo a advogada de Abouammo, Angela Chuang, o seu cliente foi julgado no lugar de Alzabarah. "É evidente que os réus que o governo procurava não estão aqui", declarou.

O Twitter comunicou à AFP que não deseja comentar o veredicto.

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