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A ironia do racismo elevado a série de terror

Estamos em Chicago, nos anos 50. O veterano da Guerra da Coreia Atticus Freeman (Jonathan Majors) volta para o seu bairro para tentar desvendar o mistério do desaparecimento do seu pai, com quem sempre teve uma relação atribulada. Ao desvendar algumas pistas, embarca numa viagem com o seu tio George (Courtney B. Vance) e a amiga Leti (Jurnee Smollett) em busca de respostas.

Desde o início da jornada, o trio enfrenta vários obstáculos, desde as agências de viagens que garantem a segurança a pessoas negras até à segregação e preconceito racial da sociedade em geral. Mas se a missão já parece difícil tendo em conta este contexto, com uma América dominada por brancos como pano de fundo, tudo fica pior quando o mundo real se confunde com o sobrenatural.

"Acho Que Vais Gostar Disto" é uma rubrica do SAPO24 em que sugerimos o que ver, ler e ouvir.

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A série que nos dá a conhecer esta história é um original da HBO e está agora a lançar episódios da primeira temporada semanalmente. “Lovecraft Country” é inspirada no livro homónimo de Matt Ruff e tem, até à data, três episódios disponíveis, cheios de drama, tensão, aventura e muito suspense.

  • Produção de luxo: Misha Green, J.J. Abrams, Jordan Peele, Bill Carraro, Yann Demange, Daniel Sackheim e David Knoller são alguns dos nomes envolvidos na série da HBO.
  • HBO a elevar a fasquia: com o sucesso da série, a plataforma de streaming quis levar a febre da “Lovecraft Country” a um novo patamar e criou a “Lovecraft Country: Sanctum”, uma experiência de realidade virtual que vai ser vivida apenas por 100 pessoas ao longo de três eventos no mês de setembro, mas que estará em transmissão para todos no canal de YouTube da plataforma de streaming.
créditos: MadreMedia

Aquela vontade súbita de ver séries de adolescentes

Esta newsletter pode e deve ser considerada um espaço seguro. Ao longo das mais de 40 edições, eu e o Miguel Magalhães já te demos sugestões para todos os gostos. Filmes premiados, séries que passam semanas seguidas no top de conteúdos mais vistos, discos que celebravam datas marcantes, podcasts para te fazerem companhia nos tempos livres e canais de YouTube que são verdadeiras pérolas por descobrir.

Para adicionar mais uma categoria ao leque de variedade, hoje venho falar de um guilty pleasure que todos temos secretamente: dramas de adolescentes. E, para te falar de três sugestões que vi recentemente, nada melhor do que ir a uma plataforma que nos tem presenteado com tantos títulos deste género, e que tem a proeza de reinventar estas histórias, cujos enredos são sempre previsíveis e semelhantes, e que, por vezes, consegue até torná-las mais ou menos decentes: a Netflix.

“Trinkets”: conta a história de três raparigas com estilos e de mundos completamente diferentes, que frequentam a mesma escola, mas que nunca têm qualquer tipo de contacto. Moe, Tabitha e Elodie acabam por se aproximar e tornam-se amigas ao longo dos encontros semanais de um grupo de apoio. Aquilo que as une? São as três ladras, mas poucos conhecem o seu problema.Com o elo de ligação estabelecido, ficamos a conhecer ainda a vida pessoal de cada uma, os respetivos problemas com a família, as paixonetas de liceu e os grandes acontecimentos que as tornaram nas miúdas que são.

“Atypical”: Sam é um rapaz diferente, mas especial. Diagnosticado com autismo, desde muito novo sofre com o rótulo de ser “o miúdo estranho com uma obsessão por pinguins”. Agora, com 18 anos, Sam decide que está na hora de explorar a sua vida amorosa e arranjar uma namorada. Mas quem acha que a condição de Sam o impede de viver os típicos dramas está enganado. Ao longo dos vários episódios que compõem as (até ao momento) 3 temporadas, o jovem vai ter de lidar com paixonetas proibidas, desgostos amorosos e relações falhadas. Contudo, sempre acompanhado pela irmã, também adolescente, e pelos pais, que fazem o seu melhor para perceber o que é que lhe vai na cabeça.

“The F*ck-It List”:  o filme, original da Netflix, conta a história de Brett, um adolescente que tem uma lista de aventuras que quer viver, mas que está demasiado focado na sua vida académica para as tornar realidade. Com notas exemplares e uma média invejável que lhe permite entrar em quase todas as universidades que quer, a vida de Brett dá uma volta de 180 graus, que fazem o jovem deitar tudo a perder para realizar todos os pontos da sua lista, antes que seja tarde demais. Este é um daqueles filmes que reconhecemos logo a princípio não ser memorável, mas que acabamos por ver até ao fim porque nos faz sonhar com os “E se eu tivesse feito isto quando era mais nova/o?”. Vem juntar-se a tantos outros da plataforma de streaming que ganham pela proximidade ao público alvo, os adolescentes.

  • És fã deste género? Não tenhas vergonha. Partilha comigo os teus teen dramas favoritos respondendo ao email ou conta-me nos comentários da publicação.

Os perigos da melhor versão de nós mesmos

Penso que será seguro dizer que todos os seres humanos procuram, de uma forma ou de outra, melhorar quem são em vários aspetos. Todos querem ser a sua versão quase perfeita, quer seja por motivos pessoais, profissionais, ou apenas por ambição ou medo de falhar. Foi numa fase de incerteza e necessidade de auto-descoberta que Sarah Edmondson se juntou ao grupo de pessoas que procuravam tornar o mundo num sítio melhor. Seguiu-se Mark Vincent, um realizador de cinema que procurava descobrir um pouco mais sobre o que é isto do mundo, e que o encontrou no NXIVM, um programa de sucesso pessoal.

Este é o início de uma história real, que rapidamente se tornou num pesadelo, e que é contada na nova série da HBO “The Vow”. Entre testemunhos na primeira pessoa de quem entrou, passou por vários processos dentro do programa, e tomou a decisão de abandonar o grupo, este é um daqueles enredos bizarros que nos deixam a pensar sobre o poder e a influência de um discurso confiante. A série explora ainda o lado desconhecido das organizações que parecem demasiado boas para ser verdade.

Para quem está a pensar dedicar-se à série documental, espera-vos o típico cliffhanger a que a HBO já nos habituou no final de cada episódio e vários momentos em que vão parar para pensar “mas como é que isto pode ser verdade?”. O melhor é mesmo continuar a prestar atenção ao que ainda há para ser contado.

  • Depois do primeiro episódio: aquilo que mais me passou pela cabeça foi “Afinal, esta série é só sobre um esquema de pirâmide composto por charlatões”, mas depois de uma pequena pesquisa sobre o tema cheguei à conclusão de que a história ainda só estava a começar.

Créditos finais

  • “É Desta Que Leio Isto”: o clube de leitura já regressou de férias e, para começar em grande, o escritor Bruno Vieira Amaral foi convidado para se juntar ao grupo para falar do livro “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez . Espreita o episódio aqui.
  • O contrato real da Netflix: de ligações cortadas com a família real britânica, o príncipe Harry e Meghan Markl estabeleceram agora relação com a plataforma de streaming Netflix e assinaram um contrato de produção plurianual exclusivo.
  • Novo trailer para 007 “No Time To Die”: será o último com a presença de Daniel Craig e ao que tudo indica vai chegar às salas de cinema em novembro. Vê aqui.
  • Um truque de magia a 30 mil pés de altitude? Foi o que o mágico americano David Blaine fez num direto no YouTube. Vê aqui.
  • O regresso às salas de cinema: “Tenet”, o novo filme de Christopher Nolan, está a ser o incentivo que todos precisavam para conhecer a nova realidade das sessões de cinema. Descobre mais sobre o impacto desta longa metragem em tempos de covid-19 neste artigo da Variety.

Tens recomendações de coisas que eu podia gostar? Ou uma review de um dos conteúdos que falei? Envia para mariana.santos@madremedia.pt

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