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Uma guerra resolvida com uma viagem de metro

Vou começar por aquele que já vem nos livros de História. Esta semana, a Netflix estreou uma série de filmes premiados com Óscar na sua plataforma, sendo que um deles foi “A Hora Mais Negra” (“Darkest Hour”, originalmente) da autoria de Joe Wright.

O filme de 2017 leva-nos para plena Segunda Guerra Mundial, numa fase em que a ameaça nazi se tornava cada vez maior. Ao mesmo tempo, o Parlamento inglês tinha perdido confiança no governo liderado por Neville Chamberlain e havia preocupações de que a invasão alemã a França dizimasse as tropas britânicas colocadas em Calais e em Dunquerque. Com a necessidade de uma união que juntasse tanto a esquerda como a direita, apenas um nome seria consensual para ambos os lados - Winston Churchill.

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Já com 66 anos, o famoso político e futuro Nobel da Literatura tomou a pasta de primeiro-ministro com uma tarefa muito complicada à sua frente. Primeiro, tinha de ganhar a confiança não só dos principais membros do seu partido como da própria família real, que suspeitavam que Churchill não estaria à altura do desafio. Segundo, tinha de convencer todo um país de que uma negociação da paz com Hitler não podia ser uma solução e que eram necessários esforços para continuar o combate às forças nazis a todo o custo.

Qual foi, então, o ponto de viragem? Não querendo fazer uma extrapolação demasiado forçada, poderás descobrir em “A Hora Mais Negra” que a sociedade ocidental como a conhecemos hoje, só é possível graças a uma viagem de metro. Num dia em que se preparava para ter uma reunião determinante com a sua “Comissão de Guerra”, Winston Churchill decidiu andar pela primeira de vez no metro de Londres e falar diretamente com cidadãos ingleses que iam na sua comuta para o emprego, procurando perceber como estes viam a guerra e tentando que estes compreendessem o seu ponto de vista.

Segundo o filme, esta jogada ganhou o apoio popular e acabou por se espalhar para a esfera política e o resto, como sabes, é História. Por isso, da próxima vez que pensares em queixar-te do tempo de espera do metro, lembra-te de que (provavelmente) podias não estar aqui sem ele.

  • Quem levou o Óscar: foi o ator inglês Gary Oldman, que protagonizou o primeiro-ministro britânico. Conhecido pela sua capacidade transformativa, estima-se que Oldman tenha despendido 200 horas só em maquilhagem e preparação para interpretar a icónica personagem.
  • Já estavas a mudar a tua opinião sobre o metro? O filme tomou algumas liberdades ficcionais, sendo, infelizmente, a viagem de metro uma delas. Além disto, também exagera na solidão de Churchill na tomada da decisão de continuar a lutar, ignorando o papel que o Partido Trabalhista (de esquerda), e a falta de recursos que Inglaterra tinha, visto que, continuava a ser um Império com matéria-prima e mão de obra espalhada por todos os continentes.

O bilionário forreta

Se não conheces muito bem Warren Buffett, és capaz de reconhecer o seu nome na lista de personalidades mais ricas do mundo da Forbes, nos últimos 40 anos. A história do investidor e filantropo americano de 89 anos (faz 90 a 30 de agosto), não tendo muitos altos e baixos, acaba por se destacar por ser diferente daquela a que estamos habituados a ouvir de um bilionário.

Em “Becoming Warren Buffett”, documentário disponível na HBO Portugal, descobrimos um homem que nasceu em Omaha, no estado do Nebraska, logo a seguir ao crash da Bolsa em 1929, e cuja riqueza não se deveu nem a uma herança, nem à criação de um produto ou serviço revolucionário. Desde novo, Buffett destacou-se pela sua competitividade, curiosidade e pelo gosto em resolver problemas relacionados com números. Foi isso que, pouco tempo depois de sair da business school, o levou a angariar dinheiro de membros da família e começar a fazer os seus primeiros investimentos em ações de empresas. O seu talento era o raciocínio lógico e o “jeito para as contas”, que levava a que conseguisse identificar e comprar empresas que, na sua visão, estavam subvalorizadas e a vendê-las posteriormente a um preço mais alto, trazendo lucro a si e às restantes pessoas que lhe confiavam o seu dinheiro.

Daqui até se tornar o diretor da Berkshire Hathaway (uma antiga empresa têxtil que comprou nos anos 60), onde se mantém atualmente, o caminho pareceu natural. O seu conglomerado vale atualmente mais de 440 mil milhões de dólares e tem participações em empresas como a Coca-Cola, a Apple, a Procter&Gamble, a Visa e o Washington Post. Contudo, o documentário, mais do que abordar o seu sucesso, mostra as pessoas que fizeram parte dele e que ajudaram a que Warren Buffett se tornasse numa das figuras mais importantes da economia mundial. Uma figura, que apesar de ser, em 2020, a quarta pessoa mais rica do mundo, continua a viver na primeira casa que comprou, não possui um telemóvel, nem possui um computador. Tudo feito à moda old school.

  • 273.000 dólares: é o valor que terás de pagar para adquirir uma ação da Berkshire Hathaway à hora da publicação desta newsletter, de acordo com a Yahoo Finance.

A Lista de Spielberg

Na semana em que Jaws (“O Tubarão”) celebrou os 45 anos desde a sua estreia nas salas de cinema, decidi conhecer melhor a vida do homem que trouxe o filme até nós, de seu nome Steven Spielberg. Como? Visualizando o documentário “Spielberg” disponível na HBO Portugal.

Aqui, acompanhamos o realizador americano desde os tempos em que era um jovem prodígio de 20 anos a fazer filmes para a televisão até se tornar provavelmente no realizador mais conhecido em todo o mundo. Pelo meio, foi um dos revolucionários do género da ficção científica com filmes como “Encontros Imediatos de Terceiro Grau”, “ET” e o “Parque Jurássico”; deu-nos uma das maiores aventuras do grande ecrã, com a saga “Indiana Jones”, em parceria com o seu amigo George Lucas, e ainda nos mostrou acontecimentos relevantes da História com filmes como “A Lista de Shindler” (pelo qual ganhou o seu primeiro Óscar), o “Resgate do Soldado Ryan” e “Lincoln”.

Ao longo de duas horas e vinte minutos de duração, descobrimos que os mundos criados ou abordados por Spielberg, serviram sempre de escape para o que se passava na sua vida pessoal desde a relação complicada que teve com o pai, aos seus medos de infância e à sua ligação com o judaísmo. Na sua carreira, o realizador teve continuamente de provar à indústria de Hollywood que era mais do um criador de mundos estranhos e que tinha capacidade de contar grandes narrativas, independentemente do género que escolhesse. Agora, com mais de 50 anos de carreira, já não o conseguimos separar da história do cinema.

  • “Show me the money”: Steven Spielberg é o realizador que mais receitas teve nas salas de cinema. No total, os seus filmes já renderam mais de 10 mil milhões de dólares. Descobre aqui, quais foram os seus filmes mais bem sucedidos.
  • O seu próximo projeto: será uma nova adaptação de “West Side Story”, planeado para estrear no final deste ano.
  • Qual é o teu filme favorito de Spielberg? Partilha comigo aqui.

(p.s: o meu é “Catch Me If You Can”, com Leonardo DiCaprio e Tom Hanks)

Créditos Finais

  • A partir de amanhã começa o festival Regresso ao Futuro, que marca o regresso de muitos artistas portugueses às principais salas de espetáculos do país. Sabe mais neste artigo do SAPO24.
  • A Cuca Monga, editora dos Capitão Fausto, lançou o single “Tou na Moda” com algum dos seus principais artistas. Ouve aqui.
  • A Warner Bros vai trazer um conjunto de séries exclusivas de podcasts sobre os super-heróis e vilões da DC para o Spotify. Sabe mais aqui.

Tens recomendações de coisas que eu podia gostar? Ou uma review de um dos conteúdos que falei? Envia para miguel.magalhaes@madremedia.pt

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